O governo do Maranhão apresentou um déficit primário de um pouco mais de R$ 10,5 bilhões em 2023, conforme dados da transparência do governo maranhense. O déficit primário ocorre quando os gastos do governo superam a arrecadação com impostos, excluindo o pagamento de juros da dívida pública. Em outras palavras, representa um cenário em que o governo gasta muito mais do que deveria.
A receita do governo em 2023 foi de R$ 25,3 bilhões, e os gastos públicos somados os gastos da folha de pagamento dos servidores concursados e contratados ativos e também de aposentados e pensionistas que chegaram a RS 35,4 bilhões, ou seja, o rombo nas contas públicas do governo maranhense está muito além do pessimismo já esperado.
Embora o governo do Maranhão ter decretado em outubro do ano passado cortes de gastos em todas as secretarias por tempo indeterminado, proibindo criação de novos cargos, concessão de bolsas de estudos e grupos de trabalho em todas as esferas alegando a necessidade de equilibrar as contas públicas, a medida não foi a esperada.
As despesas do governo de Carlos Brandão (PSB), sem considerar a folha de pagamento, foi de R$ 23,3 bilhões e as despesas com a folha foi de um pouco mais de R$ 12 bilhões.
O governador Brandão em 2022 e 2023 chegou a culpar Lei Complementar 192/22, que prevê a incidência por uma única vez do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, inclusive importados, com base em alíquota fixa por volume comercializado, pela diminuição da arrecadação do Estado.