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Quinta-feira, 09 de Julho 2026
Justiça Federal mantém prisão de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, em investigação sobre lavagem de dinheiro
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Justiça Federal mantém prisão de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, em investigação sobre lavagem de dinheiro

O ex-prefeito Márcio Canella, detido pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne, teve sua prisão mantida após audiência de custódia, com a descoberta de um fuzil em seu veículo.

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A Justiça Federal decidiu nesta quarta-feira (8) manter a **prisão** do ex-prefeito de Belford Roxo, **Márcio Canella**, detido na terça-feira (7) pela Polícia Federal durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne. O político, investigado por **lavagem de dinheiro** e organização criminosa, passou por audiência de custódia e agora permanece à disposição da Justiça, já tendo sido transferido para a Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro.

Canella, que anteriormente ocupava o cargo de prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, havia renunciado para disputar uma vaga ao Senado Federal pelo partido União Brasil. Sua detenção e subsequente transferência para Bangu 8 marcam um desdobramento significativo em sua trajetória política.

A **prisão** de Canella ocorreu em sua residência, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca. Durante a operação, agentes federais localizaram no veículo do investigado um fuzil, classificado como arma de guerra de uso restrito. Além disso, foram encontradas outras armas, munições e diversos relógios de luxo na propriedade do político.

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Paralelamente à ação contra Canella, um mandado de busca e apreensão, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes do STF, foi cumprido contra o ex-secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Marcus Amim, também investigado no âmbito da mesma operação.

A Operação Unha e Carne tem como objetivo desmantelar uma complexa organização criminosa. Este grupo é suspeito de usar uma vasta rede de postos de combustíveis na região do Grande Rio para realizar operações de **lavagem de dinheiro**, contando com a participação de agentes públicos.

Relatório do Coaf

Conforme o Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), encaminhado à Polícia Federal, o esquema criminoso teria movimentado uma impressionante quantia superior a R$ 7,6 bilhões ao longo dos últimos seis anos, evidenciando a magnitude das irregularidades.

Em nota oficial, a Polícia Federal esclareceu que, além da acusação de organização criminosa, os envolvidos poderão ser responsabilizados por crimes como contratação direta ilegal e **lavagem de dinheiro**. A PF ressaltou que outras infrações podem ser identificadas e imputadas à medida que as investigações avançam.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Polícia Federal RJ/Divulgação

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