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Terça-feira, 25 de Agosto 2026
Maranhão é o terceiro estado com maior taxa de câncer de colo do útero no país
Saúde

Maranhão é o terceiro estado com maior taxa de câncer de colo do útero no país

Registrando 21 casos para cada 100 mil mulheres, atrás apenas do Amazonas e do Pará, o estado maranhense tem duas vezes maior prevalência da doença quando comparado com a Paraíba.

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O Estado do Maranhão lidera as estimativas de câncer de colo do útero na região Nordeste, com prevalência de 21,71 casos para cada 100 mil mulheres. O número é três vezes superior ao do Rio Grande do Sul, que apresenta a menor taxa no Brasil, com 7,11 casos para cada 100 mil mulheres.  Em seguida, está Alagoas com 18,54 casos para cada 100 mil mulheres.

Porém, quando comparado ao câncer de mama, tumor que mais mata as mulheres no Brasil, o Maranhão apresenta uma das menores estimativas do país, com 28,29 casos para cada 100 mil mulheres, na frente inclusive das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Santa Catarina, por exemplo, tem quase três vezes maior prevalência da doença quando comparado com o estado maranhense, com 74,79 casos para cada 100 mil mulheres.

Números no Brasil:

As estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para cada ano do próximo triênio (2023-2025) apontam para 32 mil novos casos de câncer ginecológico, um dos mais incidentes nas mulheres, sendo que os três órgãos do sistema reprodutor feminino mais acometidos por tumores malignos são os de colo do útero, ovário e corpo do útero (endométrio), que somam 32,1 mil novos casos anuais, o que representa 13,2% de todos os casos de câncer diagnosticados nas brasileiras.  

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Muitas pessoas possuem dúvidas em relação à doença, principalmente pela falta de informação - Foto: Getty Images/iStockphoto

Sintomas de tumores ginecológicos:

  • Sangramento vaginal fora do ciclo menstrual;
  • Sangramento vaginal na menopausa;
  • Sangramento vaginal após a relação sexual;
  • Corrimento vaginal incomum;
  • Dor pélvica;
  • Dor abdominal;
  • Dor nas costas;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Abdômen inchado;
  • Necessidade frequente de urinar.

Diagnóstico de câncer ginecológico:

  • Ultrassom;
  • Radiografia;
  • Tomografia computadorizada;
  • Ressonância magnética;
  • Tomografia por emissão de pósitrons;
  • Após esses exames é fundamental que seja feita uma biópsia para confirmar o diagnóstico.

Vacina contra o HPV:

O papilomavírus humano (HPV) é um vírus que pode causar câncer do colo de útero e verrugas genitais. Geram lesões benignas, pré-invasivas ou invasivas, como o câncer de colo do útero (responsável por 99,7% dos casos) e outros tipos de câncer de órgãos genitais. Outro dado aponta que 80% da população sexualmente ativa contrai a infecção pelo HPV pelo menos uma vez na vida.

A vacinação contra o HPV é um dos grandes aliados para o controle dessa doença. No Brasil, o Programa Nacional de Imunização (PNI) disponibiliza gratuitamente a vacinação desde 2014, sendo indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, homens e mulheres até os 45 anos que vivem com HIV/AIDS, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e vítimas de violência sexual. A Sociedade Brasileira de Pediatria, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) também recomendam a vacinação de mulheres de 9 a 45 anos e homens de 9 a 26 anos, o mais precoce possível.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Foto Reprodução: Mala de Aventuras
Natalha Vieira

Publicado por:

Natalha Vieira

Jornalista Sênior do portal de notícias Lnove.

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