A Justiça condenou o radialista Samir Ewerton a um ano e oito meses de prisão por assédio sexual mediante fraude, mas a pena foi convertida para serviços comunitários. Em 2018, ele era radialista na Rádio Universidade FM e foi acusado por várias profissionais de comunicação, inclusive estagiárias, de oferecer oportunidades de emprego enquanto pedia por sexo, em São Luís.
Após as denúncias, Samir foi demitido da Rádio Universidade FM e chegou a fazer um Boletim de Ocorrência (B.O) informando que teria perdido o celular e que as mensagens não foram escritas por ele.
O caso:
As denúncias vieram à tona após uma transexual colocar em seu blog pessoal que o radialista estava aplicando 'teste do sofá' para recrutamento de jornalistas. Com a repercussão da postagem, várias outras mulheres da área de comunicação surgiram alegando casos de assédio sexual por parte de Samir.

A denúncia:
O processo, que corria em segredo de Justiça e teve sentença no dia 29 de agosto. Ao todo, sete vítimas estão no processo, mas o número de mulheres assediadas teria passado de 40, segundo o Ministério Público.
De acordo com a denúncia, Samir dizia promover processo de seleção de profissionais de comunicação, em nome da TV Metropolitana, e chegou a publicar anúncios de empregos e estágios nas redes sociais. No entanto, o próprio Samir não tinha autorização para realizar a seleção, mas fazia contato com profissionais com interesse nas vagas em troca de favores sexuais.
Uma das vítimas afirmou que tudo começou com o anúncio de uma vaga de emprego que tinha o contato de Samir. Após receber um currículo, Samir disse que tinha fantasias, perguntava se a vítima tinha namorado, e terminou falando: "entenda uma coisa, a vaga pode ser sua, desde que você transe comigo".