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Sexta-feira, 10 de Julho 2026
CNI e entidades empresariais buscam acordo para evitar tarifas dos EUA
Economia

CNI e entidades empresariais buscam acordo para evitar tarifas dos EUA

Setor privado propõe negociação dividida em duas fases, visando ações imediatas e medidas de longo prazo para fortalecer relações comerciais.

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI), em conjunto com a Amcham e a U.S. Chamber, apelou às autoridades brasileiras e americanas pela defesa da relação comercial estratégica entre os países. Em carta conjunta, as entidades propuseram uma agenda de negociação estruturada em duas etapas, com o objetivo primordial de evitar a imposição de tarifas adicionais sobre exportações brasileiras e, consequentemente, fortalecer os laços comerciais bilaterais.

A iniciativa surge em um contexto de intensificação do diálogo entre as nações, especialmente após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em maio, em meio a uma investigação sob a Seção 301 da legislação americana. O documento foi formalmente endereçado a autoridades chave de ambos os governos.

As entidades signatárias incluem o Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; o Ministro das Relações Exteriores, Embaixador Mauro Vieira; o Representante de Comércio dos Estados Unidos, Embaixador Jamieson Greer; e o Secretário de Estado americano, Marco Rubio.

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A proposta do setor privado delineia uma abordagem de negociação em duas fases distintas. A primeira fase foca em ações de curto prazo, priorizando a resolução da investigação da Seção 301 para impedir a aplicação de tarifas adicionais a produtos brasileiros. A segunda fase contemplará medidas de longo prazo.

Como prioridades imediatas, as entidades enfatizam a necessidade de uma solução para a investigação da Seção 301 que evite a imposição de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. Para isso, sugerem um foco concentrado em temas de alto impacto.

Entre os temas prioritários para a primeira fase, destacam-se: maior acesso a mercados para produtos estratégicos, como insumos industriais, bens de capital, e itens essenciais para segurança energética, desenvolvimento de data centers e infraestrutura de inteligência artificial.

Busca-se também intensificar a cooperação regulatória, visando facilitar o acesso a mercados nos setores automotivo, farmacêutico, de saúde animal e de dispositivos médicos, além de apoiar a extensão da moratória da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a isenção de imposto de importação para transmissões eletrônicas.

Outros pontos cruciais incluem a agilização no exame de patentes e a redução do acervo de pedidos no Brasil, especialmente nos setores de saúde e biofarmacêutico, juntamente com o fortalecimento do combate à pirataria e à contrafação.

A proposta também prevê o avanço na cooperação sobre minerais críticos, englobando mapeamento geológico conjunto, pesquisa e desenvolvimento, investimentos em processamento e agregação de valor, e o desenvolvimento de cadeias de fornecimento bilaterais seguras e resilientes. A implementação integral do Protocolo Anticorrupção do Acordo de Cooperação Econômica e Comercial (ATEC) também é um ponto fundamental.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

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