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Terça-feira, 12 de Maio 2026
Mercado eleva projeção da inflação para 4,91% em 2024
Economia

Mercado eleva projeção da inflação para 4,91% em 2024

IPCA acumulado em 12 meses atinge 4,14%, segundo dados do IBGE.

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A expectativa do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve como o principal indicador da inflação oficial no Brasil, foi ajustada de 4,89% para 4,91% para este ano. Essa atualização consta no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central (BC), que compila as projeções de instituições financeiras para os indicadores econômicos.

A elevação da projeção do IPCA para 2024 ocorre pela nona semana consecutiva, impulsionada pela pressão sobre os preços dos combustíveis decorrente da guerra no Oriente Médio. Este aumento ultrapassa o teto da meta de inflação estabelecida pelo BC.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, situando o limite superior em 4,5%.

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Em março, a inflação oficial registrou alta de 0,88%, superior aos 0,7% de fevereiro, influenciada principalmente pelos custos de transportes e alimentação. O IPCA acumulado em 12 meses chegou a 4,14%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2027, a previsão de inflação manteve-se em 4%. As estimativas para 2028 e 2029 são de 3,64% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic e política monetária

O Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, como principal ferramenta para atingir a meta de inflação. Atualmente, a taxa está fixada em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Em sua reunião mais recente, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, marcando a segunda redução consecutiva, mesmo diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

A Selic esteve em 15% ao ano de junho de 2025 a março deste ano, o nível mais alto em quase duas décadas. A recente decisão de corte de juros ocorreu em um contexto de desaceleração da inflação. Contudo, o conflito no Oriente Médio, com reflexos no aumento dos preços de combustíveis e alimentos, adiciona complexidade ao cenário para as decisões futuras do Copom.

Em sua última ata, o Copom não ofereceu indicações claras sobre a trajetória futura dos juros, mas informou que está acompanhando de perto o conflito e seus potenciais impactos inflacionários.

O próximo encontro do Copom para deliberar sobre a taxa Selic está agendado para os dias 16 e 17 de junho.

A projeção dos analistas de mercado para a taxa básica de juros ao final de 2026 permaneceu em 13% ao ano, segundo esta edição do Boletim Focus. Para 2027 e 2028, a expectativa é de uma redução para 11,25% e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a previsão é que a taxa Selic atinja 10% ao ano.

Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é frear a demanda aquecida e, consequentemente, moderar a pressão sobre os preços. Juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança, mas também podem restringir o crescimento econômico.

Os bancos consideram outros elementos ao definir as taxas de juros cobradas dos consumidores, como o risco de inadimplência, as margens de lucro e os custos administrativos.

Por outro lado, a redução da taxa Selic tende a tornar o crédito mais acessível, estimulando a produção e o consumo. Essa política pode diminuir o controle sobre a inflação, mas impulsiona a atividade econômica.

PIB e câmbio em perspectiva

Nesta edição do Boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2024 manteve-se em 1,85%. Para 2027, a projeção para o PIB variou ligeiramente de 1,75% para 1,76%. O mercado financeiro projeta uma expansão de 2% para o PIB em 2028 e 2029.

Em 2025, a economia brasileira registrou um crescimento de 2,3%, segundo o IBGE. Esse resultado marca o quinto ano consecutivo de expansão, com contribuições de todos os setores, destacando-se o agronegócio.

A previsão para a cotação do dólar ao final deste ano, segundo o Boletim Focus desta semana, está em R$ 5,20. Para o final de 2027, estima-se que a moeda norte-americana atinja R$ 5,30.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Joédson Alves/Agência Brasil

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