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Terça-feira, 12 de Maio 2026
Brasil inicia importação de queijo com alíquotas reduzidas após acordo Mercosul-UE
Economia

Brasil inicia importação de queijo com alíquotas reduzidas após acordo Mercosul-UE

Reduções tarifárias para chocolates e tomates serão progressivas a partir de 2027, enquanto exportações de carnes e cachaça ao bloco europeu já operam com tarifa zero.

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O Brasil deu início à importação de queijos com alíquotas significativamente reduzidas a partir de 1º de maio, marcando a efetivação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Simultaneamente, o país passou a exportar carne bovina, carne de aves e cachaça para o mercado europeu com tarifa zero, conforme informado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

As primeiras operações de importação de chocolates e tomates, alinhadas às novas regras do tratado, também foram registradas no Brasil. Esses pedidos correspondem às licenças comerciais iniciais que o Mdic aprovou, inseridas nas cotas tarifárias estipuladas pelo acordo.

Desde o começo da vigência do acordo, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Mdic já concedeu seis licenças para importação de produtos da UE e oito para a exportação de mercadorias brasileiras, evidenciando o fluxo inicial do intercâmbio comercial.

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Impacto nas importações de produtos europeus

Os produtos europeus que se destacam nas primeiras importações incluem queijos, chocolates e tomates. Para os queijos, a redução tarifária foi imediata, com a alíquota diminuindo de 28% para 25,2%, um benefício direto da preferência negociada no acordo.

Já para chocolates e tomates, as reduções nas tarifas serão implementadas de forma progressiva, com início programado apenas para 2027. Até essa data, as tarifas atualmente em vigor para o comércio entre os blocos continuam sendo aplicadas.

Todas essas transações são processadas conforme regras rigorosas de licenciamento e certificação, utilizando o Portal Único Siscomex, a plataforma centralizadora do controle do comércio exterior no Brasil.

Oportunidades para exportações brasileiras

No que tange às exportações brasileiras, as licenças iniciais abrangem itens como carne bovina fresca e congelada, carne de aves desossada e cachaça, evidenciando a diversidade dos produtos beneficiados.

Conforme o Mdic, a carne de aves e a cachaça agora podem acessar o mercado europeu com tarifa zero, desde que respeitem as cotas previamente estabelecidas pelo acordo.

Para a carne bovina, o tratado representa uma expansão significativa do acesso ao mercado europeu. A Cota Hilton, um mecanismo já existente, teve sua tarifa para cortes nobres brasileiros reduzida de 20% para zero.

Adicionalmente, uma nova cota de 99 mil toneladas foi estabelecida e será compartilhada entre os países do Mercosul, beneficiando as exportações para a UE com reduções tarifárias. Anteriormente, as vendas de carne bovina fora da Cota Hilton enfrentavam uma tarifa de 12,8% acrescida de 304,10 euros por cada 100 quilos; agora, dentro da nova cota, a tarifa intracota é de 7,5%.

Expansão e liberalização do comércio

O governo brasileiro ressalta que a maior parcela do intercâmbio comercial entre o Mercosul e a União Europeia já se processa sem imposição de restrições quantitativas e com a redução ou completa eliminação de tarifas.

De acordo com o Mdic, mais de 5 mil linhas tarifárias, que representam os códigos numéricos de produtos, agora desfrutam de tarifa zero para exportações com destino à União Europeia. Em contrapartida, o Mercosul oferece isenção para mais de 1 mil linhas tarifárias de produtos europeus.

É importante notar que as cotas tarifárias, embora estratégicas, compõem uma porção menor do comércio bilateral, correspondendo a aproximadamente 4% das exportações do Brasil e cerca de 0,3% de suas importações.

Funcionalidade do sistema operacional

A execução de todas as operações ocorre integralmente através do Portal Único Siscomex, que atua como o ponto centralizador para solicitações de licenças e certificações, tanto para empresas importadoras quanto exportadoras.

O governo assegura que a regulamentação essencial para a aplicação das cotas foi finalizada antes mesmo da entrada em vigor do acordo, garantindo, assim, a plena operacionalidade do sistema desde o dia inaugural do tratado.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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