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Terça-feira, 16 de Junho 2026
Vendas no comércio brasileiro registram recuo de 1,5% em abril, influenciadas por combustíveis
Economia

Vendas no comércio brasileiro registram recuo de 1,5% em abril, influenciadas por combustíveis

O desempenho, divulgado pelo IBGE, marca o pior índice para o setor desde junho de 2022.

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As vendas no comércio varejista do Brasil sofreram um recuo de 1,5% entre março e abril, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa retração, a mais acentuada desde junho de 2022, foi fortemente influenciada pela queda expressiva no segmento de combustíveis e lubrificantes, interrompendo uma sequência de três meses de crescimento para o setor.

Apesar do declínio mensal, a comparação anual com abril de 2025 revelou um avanço de 1% nas vendas. Contudo, a média móvel trimestral, um indicador crucial de tendência, permaneceu estável, registrando variação nula.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, o setor de comércio varejista exibe uma expansão de 1,5%, demonstrando uma resiliência a longo prazo, apesar das flutuações recentes.

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Esses insights detalhados provêm da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), um dos levantamentos conjunturais do IBGE, que foi tornada pública nesta terça-feira (16).

Com os resultados atuais, o volume de vendas no comércio permanece 1,5% aquém do seu pico histórico, registrado em março de 2026.

Fatores de influência nas vendas

Entre os oito grupos de atividades que compõem a pesquisa do IBGE, a maioria, ou seja, seis deles, experimentou uma queda nas vendas de março para abril. O segmento de combustíveis e lubrificantes destacou-se negativamente, sendo um dos principais vetores dessa retração.

É importante notar que o mês de abril marcou o segundo período sob a influência do conflito no Oriente Médio, um cenário geopolítico que tem impulsionado a elevação dos preços dos combustíveis em escala global.

A seguir, detalhamos o desempenho individual das atividades pesquisadas:

  • Combustíveis e lubrificantes: -6,2%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -4,6%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -4,5%
  • Móveis e eletrodomésticos: -0,8%
  • Tecidos, vestuário e calçados: -0,1%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: -0,1%
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,3%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: 1,1%

O segmento de hiper e supermercados, juntamente com produtos alimentícios, bebidas e fumo, possui o maior peso na composição da pesquisa, respondendo por expressivos 56,6% do total do comércio nacional.

Desempenho do comércio varejista ampliado

Analisando o comércio varejista ampliado, que abrange, além do varejo tradicional, setores como veículos, motos, peças, material de construção e produtos alimentícios no atacado, observou-se uma queda de 0,7% na transição de março para abril. No entanto, o acumulado dos últimos 12 meses para este segmento registra um crescimento de 1,8%.

Cenário econômico mais amplo

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) integra o trio de levantamentos conjunturais mensais do IBGE. Recentemente, a instituição já havia revelado o desempenho de outros setores-chave da economia.

A indústria, por exemplo, demonstrou um crescimento de 0,7% em abril, marcando o quarto mês consecutivo de expansão. O setor de serviços também apresentou recuperação, com um avanço de 1,2% na passagem de março para abril, o que representa a primeira alta após um período de seis meses de estagnação ou declínio.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Rovena Rosa/Agência Brasil

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