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Quarta-feira, 27 de Maio 2026
Acordo entre Congresso e Executivo impede uso do Fundo Social em renegociação de dívidas rurais
Política

Acordo entre Congresso e Executivo impede uso do Fundo Social em renegociação de dívidas rurais

O Fundo Social, destinado a áreas sociais com recursos do pré-sal, não será utilizado no programa de renegociação, que agora busca outras fontes de financiamento.

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Em um desdobramento crucial, o Congresso Nacional e o Poder Executivo alcançaram um consenso para excluir a proposta de aplicação de recursos do Fundo Social no projeto de lei que trata da renegociação das dívidas rurais. Essa decisão, confirmada na terça-feira (26), atende às objeções da equipe econômica do governo federal, que defendia a preservação da finalidade original do fundo.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) oficializou a informação após uma reunião estratégica entre parlamentares e membros do governo, realizada no Ministério da Fazenda.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto, expressou a expectativa de que a discussão do texto seja retomada na quarta-feira (27), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, já com o novo entendimento consolidado entre os poderes.

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Exclusão do Fundo Social

A versão original do projeto contemplava o uso de verbas do Fundo Social para subsidiar o programa de renegociação das dívidas do setor agropecuário.

Criado com o propósito de receber parte das receitas da exploração do petróleo do pré-sal, o fundo tem como objetivo primordial financiar áreas essenciais como educação, saúde, habitação popular, meio ambiente e iniciativas de combate à pobreza.

No entanto, a aplicação desses recursos para o programa de apoio rural encontrava forte resistência da equipe econômica, que insistia na manutenção da finalidade original do mecanismo.

Com o acordo firmado nesta semana, o trecho que previa tal utilização será formalmente retirado do projeto de lei.

Fontes alternativas de financiamento

De acordo com Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na Câmara dos Deputados, o Tesouro Nacional agora explorará diferentes fontes de recursos para custear a iniciativa de renegociação das dívidas rurais.

“O valor exato será definido à medida que estabelecermos os critérios. Esses critérios ainda estão em fase de debate”, declarou o deputado.

Pimenta ressaltou que, até o momento, não há uma estimativa oficial sobre o volume total de dívidas que poderá ser renegociado através do programa.

Avanços nas condições de renegociação

Na semana anterior, o governo já havia selado um acordo para aprimorar as condições de renegociação, estendendo o período de carência (início do pagamento das parcelas) de um para dois anos e o prazo total de quitação das dívidas de seis para até dez anos.

As taxas de juros aplicáveis deverão ser diferenciadas de acordo com o porte do produtor rural, sendo que os critérios finais ainda estão sob discussão entre o Executivo e o Legislativo.

Prioridade para produtores afetados por eventos climáticos

Entre as propostas em análise, destaca-se a previsão de prioridade para produtores que enfrentaram perdas em duas safras consecutivas devido a eventos climáticos extremos.

Segundo Pimenta, esses agricultores, enquadrados nas condições específicas, poderão usufruir de regras mais vantajosas dentro do programa de renegociação.

“Portanto, o produtor que atender a todos esses critérios receberá um tratamento diferenciado”, afirmou o parlamentar.

Produtores que não se enquadrarem nesses critérios específicos também terão a possibilidade de aderir ao refinanciamento, porém sob condições distintas.

Tramitação via projeto de lei

Graças ao acordo estabelecido entre o Congresso e o governo, a expectativa é que o tema avance por meio do projeto de lei já em tramitação, evitando a necessidade de uma Medida Provisória.

Conforme Renan Calheiros, essa abordagem minimiza a necessidade de edição de uma Medida Provisória para endereçar a renegociação das dívidas rurais.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Antônio Cruz/Agência Brasil

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