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Terça-feira, 14 de Julho 2026
Conab projeta safra de grãos recorde de 360,1 milhões de toneladas
Economia

Conab projeta safra de grãos recorde de 360,1 milhões de toneladas

A estimativa representa um aumento de 0,4% em relação ao volume previsto no mês anterior.

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta terça-feira (14) uma nova projeção para a safra de grãos 2025/26, elevando a expectativa de produção para um recorde de 360,1 milhões de toneladas. Este volume, 0,4% superior à estimativa anterior de junho, reforça as perspectivas positivas para o setor agrícola brasileiro.

Caso essa marca seja confirmada, a produção total superará em 2,2% o resultado da safra anterior, adicionando 7,8 milhões de toneladas de grãos ao volume colhido.

A Conab atribui essa projeção otimista, sobretudo, à ampliação da área cultivada. A produtividade média nacional, por outro lado, permanece estável em 4.311 quilos por hectare.

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Fabiano Vasconcellos, gerente de Acompanhamento de Safras da empresa, destacou que as condições climáticas favoráveis, com chuvas adequadas e boa umidade do solo, têm sido cruciais para o desenvolvimento das lavouras.

Ele acrescentou que “para julho, a previsão é de manutenção destas condições. Nada fora do normal para esta época do ano, com uma diminuição das chuvas no período, principalmente na região central do país.”

Soja

A colheita de soja, já concluída, atingiu aproximadamente 180,6 milhões de toneladas. Este volume corresponde a cerca de metade da safra de grãos total esperada para o ciclo atual, de 360,1 milhões de toneladas.

Este resultado representa um crescimento de 5,3% comparado à safra anterior, impulsionado por um aumento de 2,7% na área cultivada. O uso de um bom pacote tecnológico e as condições climáticas favoráveis também contribuíram significativamente.

Milho

Para o milho, a Conab estima uma colheita de 141,7 milhões de toneladas. Se confirmada, essa produção não só superará a safra anterior em 0,4%, mas também representará quase 40% do total da atual safra de grãos.

No ciclo em curso, a primeira safra de milho, com a colheita quase finalizada, projeta 29,6 milhões de toneladas. A segunda safra, atualmente com 38,9% da área colhida, deve alcançar 109,43 milhões de toneladas, um patamar abaixo da média dos últimos cinco anos.

Já a terceira safra do cereal tem uma expectativa de 2,7 milhões de toneladas.

Arroz e feijão

A colheita de arroz também foi concluída, registrando uma produção de 11,1 milhões de toneladas. Este volume representa uma redução de 13,1% em relação à safra anterior, atribuída à diminuição da área plantada.

Quanto ao feijão, a estimativa de produção total é de 3 milhões de toneladas, 1,4% menor que no ciclo anterior.

Vasconcellos detalhou que “neste ciclo da segunda safra do feijão tivemos algumas adversidades climáticas, principalmente nas últimas semanas de junho. Enquanto na Região Nordeste as chuvas foram mais escassas, nas regiões Sul e Sudeste, as frentes frias trouxeram chuva, reduziram as temperaturas e provocaram até geadas em algumas localidades. Isto acabou impactando alguma lavoura e reduziu o potencial produtivo”.

Apesar das quedas projetadas, o gerente assegurou que o volume de arroz e feijão colhido será suficiente para garantir o abastecimento do mercado interno.

Algodão

A produção de algodão está estimada em 4,06 milhões de toneladas de pluma. Atualmente, 8,1% da área já foi colhida, 78,4% encontra-se em fase de maturação e 13,5% em formação de maçãs.

A Conab aponta que as condições climáticas favoráveis impulsionaram o desenvolvimento das lavouras, resultando em um aumento de 2,8% na produtividade em comparação com a safra 2024/25.

Essa melhora na produtividade média compensou a redução de 3,2% na área plantada, que neste ciclo se aproximou de 2 milhões de hectares.

A revisão da safra de algodão também levou a ajustes nas projeções de exportação da fibra, que podem atingir 3,38 milhões de toneladas, com um estoque final estimado em 2,67 milhões de toneladas.

Trigo

O trigo, uma das culturas de inverno mais relevantes, está em fase final de plantio. A Conab prevê uma redução significativa de 23,5% no volume a ser colhido, totalizando 6 milhões de toneladas. Essa queda reflete tanto a menor área destinada ao cereal quanto a expectativa de uma menor produtividade média para este ciclo.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Fernando Frazão/Agência Brasil

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