Nesta terça-feira (14), o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) determinou a elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. A medida, com validade inicial de 180 dias, busca fortalecer a segurança energética do Brasil ao diminuir a dependência de derivados de petróleo estrangeiros.
O Ministério de Minas e Energia estima que a nova diretriz evitará a importação de aproximadamente 900 milhões de litros de combustível fóssil por ano. A decisão responde diretamente às oscilações e incertezas do mercado global de energia.
Em comunicado oficial, a pasta reforçou que ampliar a participação do biocombustível nacional na matriz energética é uma estratégia para mitigar os riscos de desabastecimento global e valorizar a produção interna.
Viabilidade técnica e testes
A transição para o novo percentual foi fundamentada em análises do Instituto Mauá de Tecnologia. Os estudos comprovaram que veículos leves e motocicletas operam com segurança sob a nova mistura, sem prejuízos à eficiência mecânica.
Mesmo motores que não possuem tecnologia flex foram testados, garantindo que o desempenho e o consumo permaneçam estáveis. O foco governamental agora se volta para a durabilidade dos componentes em longo prazo.
Paralelamente à implementação do E32, o governo federal já conduz pesquisas sobre a viabilidade do E35. O objetivo é avaliar se a elevação para 35% de etanol na mistura mantém a integridade dos sistemas automotivos após uso prolongado.