E as eleições maranhenses neste ano trouxe a tona uma atitude bastante incomum entre candidatos, principalmente a deputados estaduais e federais. Pelo menos nove deles de olho no aumento do "fundo eleitoral", mudaram de cor na autodeclaração de raça entre as eleições de 2018 e 2022.
Candidatos eleitos em eleições anteriores como brancos, passaram a se declarar como pretos ou pardos de acordo com uma apuração feita pelo G1, que aponta os deputados estaduais que buscam a reeleição, Daniella (PSB), Mical Damasceno (PSD) e Wendell Lages (PV), que se autodeclararam brancos em 2018, agora se dizem pardos.
Ainda de acordo com os dados divulgados, Glalbert Cutrim (PDT) se autodeclarou pardo em 2018 e agora autodeclarou branco. O deputado Pará Figueiredo (PL) se declarou como pardo na última eleição e agora se denomina como preto Ciro Neto (PDT) disse ser pardo em 2018 e, agora diz que é branco.
Os deputados estaduais que buscam uma vaga na Câmara Federal, a deputada Detinha (PL) e Duarte Júnior (PSB) diziam ser brancos em 2018 e agora se autodeclararam pardos.
A mudança de cor entre os candidatos está relacionado a distribuição do fundo partidário que por regra eleitoral, as legendas precisam distribuir o dinheiro de forma proporcional para candidatos negros e brancos, levando em consideração o número de postulantes em cada partido.
Conforme regra é que os votos dados a candidatas mulheres ou a candidatos negros para a Câmara Federal serão contados em dobro na definição dos valores do fundo partidário e do fundo eleitoral distribuídos aos partidos.