Em uma avaliação dos cem primeiros dias do governo Lula com slogan "União e Reconstrução", o atual governo petista colocou o presidente como o único a não criar uma nova marca, embalado apenas com programas reeditados como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), Mais Médicos (criado pela presidente Dilma Rousseff) e Água para Todos.
Lula já iniciou o governo furando "teto de gastos", elevando a inflação dos alimentos, diminuição na expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), todo governo petista está usando a taxa de juros em 13,75% como o verdadeiro vilão da ausência de um governo mais "aglutinado" com estratégias econômicas que impulsionaria o crescimento econômico.
Seus antecessores como José Sarney, Fernando de Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique e Bolsonaro, foram propulsores de imprimir novas marcas, gerando otimismo no mercado e a população brasileira.
Para o pesquisador e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) José Antônio Martinuzzo, que integra os laboratórios de Comunicação e Cotidiano (ComC) e Sociedade Midiatizada e Práticas Comunicacionais Contemporâneas (Líder), falou para O Globo que a falta de uma marca específica nos cem primeiros dias do governo Lula, com o resgate de programas, mostra um país ainda fortemente polarizado.
O terceiro governo de Lula, ainda não conseguiu gerar um otimismo na economia e o que vemos é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, falando em tributação nos setores do e-commerce internacional e apostas esportivas online - REVEJA AQUI - trazendo a entender que aumentar impostos para arrecadar mais é sinônimo de melhoria na economia, porém mexe no bolso dos mais pobres, dificultando mais ainda sua situação financeira.
No primeiro mandato de Lula, o "terreno econômico" era apropriado, fortalecido por uma moeda forte, o real, e pelo "boom das commodities" que ajudou a reduzir a pobreza e a desigualdade social no Brasil. Lula não conta mais com os benefícios de um boom que alavancaria seus primeiros 100 dias de governo sem muito esforço, ou seja, Haddad ainda não entendeu o atual cenário econômico que o país está enfrentando pós-pandemia.