A Prefeitura Municipal de Imperatriz - MA, foi alvo pela terceira vez seguidas em menos de 18 meses, de operações das Polícias Federal e Civil, para desarticular esquemas de fraudes em "processos licitatórios" tanto na Secretaria Municipal de Saúde, como nas Secretarias de Infraestrutura e Limpeza Pública.
A primeira operação foi da PF, contra a Secretaria Municipal de Saúde em março de 2021, onde na ocasião a Operação Recôndito mobilizou cerca de 25 agentes de PF onde apurou "fraudes em licitações" com recursos para o combate a Covid-19 no âmbito da Pandemia em 2020. Em 2021 a Saúde Municipal tinha a frente, Mariana Jales que pouco tempo depois foi demitida por Assis Ramos.
A segunda operação foi protagonizada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em março deste ano contra a Secretaria Municipal de Infraestrutura e também contra a Superintendência de Limpeza Pública, onde na ocasião o superintendente da SLP foi preso. A operação do Gaeco teve a participação da 1ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público de Imperatriz que apontou além de diversas fraudes em "processos licitatórios" e um esquema de uma verdadeira organização criminosa que praticava lavagem de dinheiro e falsidades documentais.
A terceira operação na gestão Assis Ramos que ocorreu logo nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (24) na Secretaria Municipal de Saúde, é considerada um desdobramento da primeira envolvendo recursos para o combate a Covid-19, porém um fato interessante, é que ela envolve o ex-secretário de Saúde Alair Firmiano que nos primeiros meses de 2020 era o secretário da pasta.
A PF divulgou informações que a operação de hoje envolvendo 40 agentes, foi para desarticular um grupo que seria responsável por "fraudes em licitações" e outros crimes contra a administração pública dentro da Secretaria Municipal de Saúde com verba, protagonizada por empresas de uma mesma família que reside em São Luís, que foram contratadas sem licitação para o fornecimento de camas de UTI, respirador e aparelhos de anestesia destinados ao Hospital de Campanha.
O desdobramento das três operações nos quase seis anos do governo Assis Ramos, sempre é em torno de licitações, ou seja, as fraudes ocorrem sempre direcionando para empresas escolhidas a dedo que participam de um esquema para pagamentos de propinas.
Assis Ramos se pronunciou ainda pela manhã pós operação da PF, e em nota ele afirmou que seu governo é o mais fiscalizado comparados os anteriores, porém só ocorrem corrupção em uma determinada gestão, quando há conivência do gestor.
Veja a nota emitida por Assis Ramos:
“Não existe uma gestão mais fiscalizada do que a minha em todos os tempos em Imperatriz, mas não poderia ser diferente, sou delegado de polícia e mais do que ninguém devo ser exemplo de lisura na administração da cidade. Estou sempre a disposição para colaborar nas investigações, quem errar será punido de acordo com a lei e não terá qualquer proteção de minha parte”.