O município de Itinga, interior do Maranhão, adotou uma solução inovadora e sustentável para o combate ao mosquito da dengue - o "Aedes do Bem", foi aprovada em biossegurança para uso comercial pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). A tecnologia foi desenvolvida pela multinacional de biotecnologia inglesa Oxitec, empresa fundada na Universidade de Oxford, na Inglaterra, e presente no Brasil há mais de uma década.
O Aedes do Bem é uma solução biológica segura e altamente eficaz que usa mosquitos Aedes aegypti machos autolimitantes - que não picam, não transmitem doenças e combatem a própria espécie com ação larvicida fêmea-específica que tem 100% de eficácia.
O produto é composto por uma caixa reciclável com um suporte plástico interno e um pote com ovos do "Aedes do Bem". Ao serem ativados com água, os ovos eclodem e os insetos se desenvolvem no interior dessa caixa. Assim que os machos atingem a fase adulta, em cerca de 10 a 14 dias, voam para o ambiente urbano, procurando ativamente e acasalando com as fêmeas do Aedes aegypti – que picam e são responsáveis pela transmissão de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
Deste cruzamento, apenas os descendentes machos chegam à fase adulta, herdando do pai a característica autolimitante. O resultado é a queda do número de fêmeas que picam e transmitem doenças, e, consequentemente, o controle populacional direcionado do Aedes aegypti – sem causar danos ao meio ambiente e a insetos benéficos e sem ser tóxico para os moradores.
A partir de dezembro de 2024 serão instaladas 5 mil unidades da Caixa do Bem em 16 bairros da cidade. Segundo o último Boletim Epidemiológico da Dengue divulgado pelas autoridades locais, até o dia 17 de maio de 2024 Itinga do Maranhão registrou 395 casos notificados de dengue, desses, 4 foram confirmados. A população da cidade, conforme o Censo de 2022, é de 22.513 habitantes.
Itinga do Maranhão se torna pioneira no Nordeste ao adotar a tecnologia Aedes do Bem, sendo a primeira cidade da região a utilizar essa inovação no combate ao mosquito Aedes aegypti. Com a implementação da solução, o município se destaca nas ações de prevenção e controle de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela, colocando-se na linha de frente na proteção de sua população e reforçando o compromisso com a saúde pública.
A comercialização da solução foi realizada pelo Grupo Todde, distribuidor oficial do Aedes do Bem no Estado do Maranhão. A equipe da Secretaria Municipal de Saúde de Itinga do Maranhão, treinada pelo time da Oxitec, será responsável pela instalação e ativação das Caixas do Bem na área urbana do município – onde o mosquito costuma deixar seus criadouros.
"Ter a possibilidade de implantar a solução em Itinga do Maranhão-MA, o primeiro município da região nordeste a adotar a nossa tecnologia em praticamente 100% de seu território, é motivo de muita alegria. Isso mostra que o poder público vem buscando novas soluções para ajudar no combate do Aedes aegypti, além de ser uma oportunidade de alcançarmos mais municípios no restante do Brasil. O país tem sofrido muito com os altos índices de infestação do mosquito e precisamos agir rapidamente" - afirma Natalia Ferreira, diretora da Oxitec Brasil.
Para a Secretária Municipal de Saúde da cidade, Gildete Ferreira de Sousa, a adoção da tecnologia da Oxitec é de grande importância para a cidade, que já sofreu muito com o surto de arboviroses nesse ano.
"A solução trará muitos benefícios para a população e fará com que Itinga do Maranhão tenha destaque, não só no cenário nordestino, como também em todo o país no combate ao mosquito transmissor dessas doenças tão perigosas e maléficas. Tenho muito orgulho de estar à frente desse projeto e a certeza de que teremos excelentes resultados, com redução significativa da população do mosquito, proporcionando melhores condições de saúde para as pessoas" - comemora.
O novo método de combate ao Aedes aegypti foi aplicado em Itinga-MA nesta quinta-feira (12), conforme anunciou a Secretaria Municipal de Saúde. Este método é visto como uma solução eficaz para enfrentar os problemas causados pela proliferação do mosquito.