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Terça-feira, 02 de Junho 2026
Petrobras anuncia corte de 14,2% no preço do querosene de aviação
Economia

Petrobras anuncia corte de 14,2% no preço do querosene de aviação

A medida impacta diretamente os custos operacionais das companhias aéreas, que veem no combustível um dos maiores encargos.

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A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (1º), uma significativa redução de 14,2% no preço do querosene de aviação (QAV), equivalente a R$ 0,93 por litro, nas suas refinarias. Esta medida visa aliviar os custos operacionais das companhias aéreas e marca a primeira queda após uma sequência de três aumentos.

Com a alteração, o novo preço do QAV nas unidades da companhia varia entre R$ 5,48 e R$ 5,69 por litro. A definição do valor do QAV pela Petrobras ocorre mensalmente, sempre no primeiro dia do mês.

O QAV, um derivado do petróleo essencial para o abastecimento de aeronaves, representa cerca de 45% dos custos operacionais das empresas aéreas, conforme dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

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Histórico de preços e justificativas

A recente diminuição do preço do QAV surge após um período de alta. Desde janeiro deste ano, o combustível acumulou uma elevação de 54,5%, o que corresponde a um acréscimo de R$ 1,98 por litro.

Os reajustes de abril e maio foram justificados pela Petrobras em função do conflito no Oriente Médio. Tal cenário resultou no bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial por onde transitava aproximadamente 20% da produção global de óleo e gás.

Em relação à redução observada em junho, a estatal explicou que a variação dos preços reflete uma "atenuação do cenário de elevação das cotações internacionais".

A política de preços da Petrobras, segundo a empresa, baseia-se em uma "fórmula paramétrica contratual". Essa abordagem funciona como um amortecedor de curto prazo, garantindo reajustes mais moderados em comparação com as flutuações do mercado internacional.

A companhia ressalta que, enquanto no mercado global os preços podem ser alterados diariamente, os aumentos acumulados no Brasil são inferiores. Isso indica que o preço do QAV praticado pela Petrobras "permanece competitivo".

Manutenção do parcelamento e garantia de suprimento

Mesmo com a redução anunciada, a Petrobras assegurou que manterá a opção de parcelamento para a compra do QAV. Os compradores poderão dividir o valor em até seis parcelas mensais.

Essa modalidade de pagamento, introduzida em abril, tem como objetivo "diluir o impacto financeiro ao longo do tempo, favorecendo a adaptação gradual às novas condições de mercado", conforme a empresa.

A estatal também confirmou que os volumes de QAV solicitados pelas distribuidoras para o mês de junho estão garantidos, afastando qualquer risco de desabastecimento no setor.

Apoio governamental ao setor aéreo

O QAV integra um conjunto de medidas governamentais destinadas a controlar a escalada dos preços de derivados de petróleo, similarmente ao óleo diesel, gasolina e gás de cozinha.

No último sábado (30), o governo federal prorrogou por mais dois meses a desoneração do PIS/Cofins, tributos federais que incidem sobre o querosene de aviação. O benefício fiscal, implementado em abril, agora se estende até 31 de julho.

Adicionalmente, as companhias aéreas receberam um período de carência para o pagamento das tarifas de navegação aérea, devidas à Força Aérea Brasileira. Os débitos referentes aos meses de julho, agosto e setembro poderão ser quitados somente em dezembro.

Dinâmica da cadeia de comercialização

A Petrobras atua na comercialização do QAV, seja ele produzido em suas refinarias ou importado, para as distribuidoras. Após a aquisição, essas empresas são responsáveis pelo transporte e venda do combustível para companhias de transporte aéreo, outros consumidores finais em aeroportos ou para revendedores.

Embora a estatal detenha aproximadamente 85% da produção de QAV, o mercado brasileiro é caracterizado pela livre concorrência, permitindo que outras empresas atuem tanto na produção quanto na importação do combustível.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Rovena Rosa/Agência Brasil

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