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Terça-feira, 16 de Junho 2026
PGR defende condenação de Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo do tarifaço
Justiça

PGR defende condenação de Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo do tarifaço

A Procuradoria-Geral da República acusa o ex-deputado de incitar os Estados Unidos a impor o tarifaço contra exportações brasileiras para coagir a Justiça a absolver Jair Bolsonaro na trama golpista.

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Nesta terça-feira (16), o subprocurador-geral da República Antônio Edilio Magalhães Teixeira, representando a Procuradoria-Geral da República (PGR), defendeu a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. A manifestação ocorreu durante o julgamento na Primeira Turma, que analisa a ação penal referente à articulação do tarifaço contra as exportações brasileiras.

A acusação da PGR detalha que Eduardo Bolsonaro teria incentivado os Estados Unidos a decretarem, no ano passado, um tarifaço contra as exportações do Brasil. O objetivo seria pressionar a Justiça a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista. Apesar dessa tentativa, Jair Bolsonaro foi posteriormente condenado a 27 anos e três meses de prisão em outro julgamento.

O subprocurador enfatizou que as ações de coação de Eduardo Bolsonaro se manifestaram durante a tramitação do processo. Elas incluíram, além do tarifaço, a sugestão de suspensão dos vistos de oito dos 11 ministros da Corte e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky.

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Teixeira ainda mencionou uma mensagem em que Eduardo Bolsonaro teria qualificado o pai como "ingrato" ao discutir a repercussão das medidas do tarifaço.

Em sua argumentação, o subprocurador declarou: "Parece que é uma situação relativamente simples. Coagir autoridade judicial é crime de coação. Há um contexto fático e um conjunto de provas, evidenciado que essa coação existiu".

Após as sustentações orais da PGR e da Defensoria Pública da União (DPU), responsável pela defesa de Eduardo Bolsonaro, o próximo a se manifestar será o ministro Alexandre de Moraes. Ele é o relator do caso e apresentará seu voto pela condenação ou absolvição do ex-deputado.

Em seguida, os votos dos demais integrantes da Primeira Turma serão proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e pelo presidente do colegiado, ministro Flávio Dino.

Vale ressaltar que, desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos e perdeu seu mandato de parlamentar devido às sucessivas faltas às sessões da Câmara dos Deputados.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Lula Marques/ Agência Brasil

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