Em menos de 24 horas do presidente Lula (PT), dar uma declaração em entrevista em tom de vingança contra Sérgio Moro - REVEJA AQUI - a Polícia Federal desarticulou e prendeu nesta quarta-feira (22), membros da facção criminoso PCC que articulava o sequestro e morte de Moro e de um promotor de Justiça de São Paulo, Lincoln Gakiya.
O caso é investigado pela PF na Operação Sequaz, que até as 9h40 da manhã, nove pessoas tinham sido detidas, onde foram apreendidos dinheiro, moto, joias e um veiculo BMW. Segundo investigadores da PF os criminosos se referiam ao ex-juiz com o codinome "Tóquio" e os ataques poderiam ocorrer de forma simultânea, e os principais investigados estão nos estados de São Paulo e Paraná.
A operação foi divulgada nas primeiras horas de hoje pelo ministro de Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB). No Senado, Moro confirmou que foi informado das ameaças pelo Ministério da Segurança Pública no fim de janeiro.
Ou nós os enfrentamos ou quem vai pagar vão ser não só as autoridades, mas igualmente a sociedade. Não podemos nos render - afirmou o senador.
Dino declarou mais tarde após rumores no Congresso Nacional de que as ameaças de Lula estaria ligado com o plano frustrado do PCC de sequestrar e matar Moro, é "mau-caratismo".
Eu fico realmente espantado com o nível de mau-caratismo de quem tenta politizar uma investigação séria. Investigação essa que é tão séria que foi feita em defesa da vida e da integridade de um senador de oposição ao nosso governo - disse Dino em evento com advogados de São Paulo.
Moro quando ministro de Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, determinou a transferência do chefe da facção, Marcos Camacho, o Marcola, e outros integrantes para presídios de segurança máxima. À época, Moro defendia o isolamento de organizações criminosas como forma de enfraquecê-las.