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Sexta-feira, 22 de Maio 2026
Arrecadação federal atinge recorde de R$ 278,8 bilhões em abril
Economia

Arrecadação federal atinge recorde de R$ 278,8 bilhões em abril

O desempenho histórico da arrecadação federal foi impulsionado pelo crescimento do trabalho formal e pela valorização do petróleo.

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Em abril, a arrecadação federal no Brasil alcançou um patamar inédito de R$ 278,8 bilhões em impostos e contribuições, marcando o melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica em 1995. Este resultado expressivo, divulgado pela Receita Federal, reflete o aquecimento da economia, a valorização do petróleo no cenário internacional e o crescimento do trabalho formal no país.

Conforme dados apresentados pela Receita Federal nesta quinta-feira (21), o montante representa um avanço real de 7,82% em comparação com abril de 2025, já considerando o desconto da inflação.

O quadrimestre de janeiro a abril também registrou um recorde histórico, com a arrecadação acumulada atingindo R$ 1,05 trilhão. Este valor representa um aumento real de 5,41% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Os principais indicadores financeiros que contribuíram para este resultado incluem:

  • Arrecadação em abril: R$ 278,8 bilhões (7,82% acima da inflação);
  • Arrecadação no ano: R$ 1,05 trilhão (5,41% acima da inflação);
  • IRPJ e CSLL: R$ 64,8 bilhões (7,73%);
  • Receita previdenciária: R$ 62,7 bilhões (4,83%);
  • IR sobre rendimentos de capital: R$ 13,2 bilhões (25,45%);
  • Alta da arrecadação do petróleo e gás: R$ 11,4 bilhões (541% em abril).

Fatores que impulsionaram a arrecadação

A Receita Federal aponta que o crescimento da arrecadação foi significativamente impulsionado pelo aumento da receita previdenciária, diretamente ligado à expansão do mercado de trabalho formal no país.

Adicionalmente, o desempenho positivo foi fortalecido pela arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), ambos indicadores do consumo aquecido.

Outros fatores relevantes foram o Imposto de Renda sobre aplicações financeiras, que passou por reformulações no ano anterior, e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cujas alíquotas sobre operações cambiais foram elevadas em 2025.

A reoneração gradual da folha de pagamentos em setores específicos e da contribuição patronal dos municípios, em vigor desde janeiro de 2025, também exerceu influência positiva.

Especificamente, a arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) atingiu R$ 64,8 bilhões em abril, registrando um crescimento real de 7,73%.

A Receita Federal observou um incremento na tributação de empresas em diversos regimes, incluindo estimativa mensal, lucro presumido e balanço trimestral.

Esse cenário sugere que as companhias apresentaram maior lucro tributável, resultando em um aumento no recolhimento de impostos federais.

Destaque da receita previdenciária

A receita previdenciária, um dos pilares do resultado, somou R$ 62,7 bilhões em abril, com um crescimento real de 4,83%.

Esse desempenho foi diretamente impactado pelo aumento da massa salarial nacional, que registrou um crescimento de 3,61% em março na comparação anual. Além disso, a arrecadação previdenciária vinculada ao Simples Nacional expandiu 9,18%.

Em termos práticos, a criação de mais empregos formais e o aumento dos salários resultam, de forma automática, em uma elevação das contribuições recolhidas para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Imposto de Renda sobre rendimentos de capital

O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital demonstrou um vigoroso crescimento real de 25,45%, totalizando R$ 13,2 bilhões.

A Receita Federal atribui esse avanço ao incremento da tributação sobre aplicações de renda fixa e, notavelmente, ao expressivo salto na arrecadação proveniente dos Juros sobre Capital Próprio (JCP), um instrumento utilizado pelas empresas para remunerar seus acionistas.

A arrecadação específica de JCP registrou uma elevação de 94,74% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Contribuição do setor de petróleo e gás

O setor de petróleo e gás natural emergiu como um dos principais catalisadores deste recorde.

Em abril, os tributos e royalties de exploração do setor registraram um salto impressionante de 541%, totalizando R$ 11,4 bilhões. No acumulado do ano, a alta alcança 264%, gerando receitas de R$ 40,2 bilhões.

Este crescimento exponencial foi impulsionado, sobretudo, pela acentuada valorização do petróleo no mercado internacional, em decorrência das tensões geopolíticas no Oriente Médio e do conflito envolvendo o Irã.

A elevação do preço do barril de petróleo permitiu que as empresas do setor obtivessem maiores lucros, consequentemente aumentando o recolhimento de impostos e royalties ao governo.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Marcelo Camargo/Agência Brasil

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