Os ataques antidemocráticos a prédios públicos pelos radicais bolsonaristas que vandalizaram as sedes do três poderes, ocorrido no último domingo (08), em Brasília, escancarou uma falha do Ministério da Justiça e Segurança Pública sob o comando do ex-governador do Maranhão Flávio Dino.
Documentos com alertas produzidos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foram distribuídos 24 horas antes dos ataques para todos os integrantes do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), rede que une 48 órgãos em 16 ministérios diversos, entre eles o ministério que Dino comanda.
A Folha teve acesso a um desses documentos, datados no sábado (07), nas vésperas do ataques, cabendo assim uma atuação das forças federais com o apoio da Polícia Militar do DF, levando assim a crer que o silêncio de Flávio Dino mesmo tendo sido alertado pela Abin pode ter sinalizado uma possível omissão do ministro, gerando pressão a primeira crise no governo Lula.
Segundo o colunista Kennedy Alencar o presidente Lula (PT), demonstrou insatisfação com o desempenho Flávio Dino e José Múcio, ministro da Defesa, no combate aos ataques antidemocráticos em Brasília. Mesmo com a atuação de Ricardo Cappelli na intervenção federal, fazendo uma série de dispensas na PM e superintendência da PF no DF, não apaga o fato da mancha ter respingado em Dino e irritado Lula e toda cúpula do governo.