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Sexta-feira, 07 de Agosto 2026
Balança comercial do Brasil atinge superávit de US$ 7 bilhões em julho impulsionada pelas exportações
Economia

Balança comercial do Brasil atinge superávit de US$ 7 bilhões em julho impulsionada pelas exportações

Os envios de mercadorias ao exterior subiram 6,2% no mês, enquanto as compras internacionais registraram avanço de 7,6%.

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) anunciou nesta quinta-feira que a balança comercial brasileira encerrou o mês de julho com um superávit de US$ 7 bilhões. O resultado positivo foi impulsionado pelo crescimento das exportações, que atingiram US$ 34,1 bilhões no período, superando o volume total de importações, ajustado em US$ 27,1 bilhões.

A corrente de comércio, somatório das vendas e compras com o exterior, registrou o montante de US$ 61,17 bilhões em julho. Esse desempenho representa uma expansão de 6,8% frente ao mesmo intervalo do ano anterior, alavancada pela alta de 6,2% nos embarques e pelo crescimento de 7,6% nas compras internacionais.

Principais destaques do comércio exterior

Segundo o levantamento oficial do Mdic, o setor agropecuário se destacou com expansão de 9,3% nas vendas externas, motivado sobretudo pelos embarques de soja, que movimentaram US$ 870 milhões adicionais. Na indústria extrativa, o avanço foi puxado pelo petróleo bruto (+US$ 960 milhões), ao passo que na indústria de transformação os óleos combustíveis saltaram mais de 63%, injetando US$ 960 milhões extras na pauta exportadora.

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Do lado das importações, a alta em julho decorreu principalmente do aumento nas compras de derivados de petróleo (+US$ 500 milhões) e computadores e unidades de processamento (+US$ 320 milhões). Houve ainda maior demanda por insumos farmacêuticos (+US$ 320 milhões), semicondutores e válvulas termiônicas (+US$ 290 milhões) e polímeros de etileno (+US$ 150 milhões).

Relações internacionais e parceiros comerciais

A China manteve a liderança como a principal parceira comercial do Brasil no período, absorvendo quase um terço das exportações do país. As remessas para o mercado chinês alcançaram US$ 10,7 bilhões em julho, representando um avanço de 8,6% na comparação anual.

Por outro lado, as remessas destinadas aos Estados Unidos registraram retratação de 5%, correspondendo a 10,7% do volume exportado. Essa retração ainda não contabiliza os impactos das novas tarifas adotadas pelo governo norte-americano, em vigor desde o final de julho, cujos reflexos devem ser sentidos nos dados relativos a agosto.

As transações comerciais com a Argentina também apresentaram declínio, acumulando uma retração de 13,9% no mês passado — equivalente a um recuo de quase US$ 230 milhões. O movimento coincide com o aumento do desgaste diplomático entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Javier Milei, cenário que resultou na decisão do Itamaraty de rebaixar a representação diplomática em Buenos Aires.

Desempenho acumulado em 2026

No acumulado do ano, cobrindo o período de janeiro a julho de 2026, o saldo comercial do país atinge a marca positiva de US$ 49 bilhões, sustentado pela alta contínua nos fluxos de exportação e importação em relação ao ano anterior.

Resultados consolidados de janeiro a julho de 2026:

  • Exportações: US$ 218,6 bilhões (+10,5%)
  • Importações: US$ 169,5 bilhões (+5,5%)
  • Corrente de comércio: US$ 388,1 bilhões (+8,2%)
  • Saldo comercial: superávit de US$ 49 bilhões
FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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