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Sexta-feira, 07 de Agosto 2026
STJ decide pela perda de cargo do ministro Marco Buzzi após acusações de crimes sexuais
Justiça

STJ decide pela perda de cargo do ministro Marco Buzzi após acusações de crimes sexuais

Com a aplicação inédita da nova sanção do CNJ, o magistrado permanece afastado e receberá salário proporcional até eventual ação da AGU.

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Em decisão histórica tomada nesta quinta-feira, o plenário do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a pena de disponibilidade com perda de cargo ao ministro Marco Buzzi, acusado de cometer crimes sexuais contra duas mulheres.

A condenação foi imposta de forma unânime pelos 28 magistrados participantes da sessão. No entanto, quatro ministros defenderam a punição menos severa de aposentadoria compulsória: João Otávio de Noronha, Moura Ribeiro, Regina Helena Costa e Gurgel de Faria.

A punição aplicada é inédita no Judiciário brasileiro. Ela ocorre logo após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) regulamentar a disponibilidade com perda do posto como a sanção disciplinar máxima para juízes que praticarem faltas graves.

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O julgamento transcorreu em sessão secreta desde o início da manhã. Durante a análise, a Procuradoria-Geral da República (PGR) alterou seu entendimento inicial e defendeu formalmente a imposição da penalidade máxima ao acusado.

Com o desfecho, o afastamento temporário do magistrado passa a ser permanente, com o pagamento de proventos proporcionais ao seu tempo de atuação. A exoneração completa e o fim da remuneração dependem de uma futura ação judicial a ser movida pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Esse trâmite obedece a um entendimento fixado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em maio, quando o colegiado considerou inconstitucional punir magistrados com a aposentadoria compulsória máxima.

A defesa do ministro ainda possui a prerrogativa de recorrer da condenação perante o próprio STF.

Detalhamento das acusações

Marco Buzzi responde a duas representações por abuso sexual. A primeira parte de uma jovem de 18 anos, que relatou ter sofrido investidas inadequadas durante um banho de mar enquanto se hospedava na residência de praia do julgador.

O segundo relato envolve uma servidora pública, que apontou ter sido vítima de assédio sexual cometido pelo magistrado no interior de seu próprio gabinete.

As denúncias foram analisadas após o encerramento de uma sindicância conduzida por três ministros da Corte. Buzzi rejeita integralmente as acusações e acompanhou o julgamento no plenário ao lado de seus advogados.

Como funciona a perda de cargo

A mudança no posicionamento da PGR ocorreu após a recente resolução do CNJ que estabeleceu a perda de função pública para casos graves. Pelas diretrizes vigentes, o juiz punido é retirado das atividades, mas retém ganhos proporcionais.

A cassação definitiva do vencimento e da função só se concretiza mediante trânsito em julgado de ação específica movida pela AGU, alinhando-se à jurisprudência do STF.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Marcello Casal JrAgência Brasil

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