Com o atual cenário econômico que o país vem passando, com o registro em março com queda de 11 pontos no Indicador de Clima Econômico (ICE), atingindo 73,5 pontos no primeiro trimestre de 2023, a alta dos juros e consequente restrição no mercado de crédito tem prejudicado a saúde financeira de empresas brasileiras tem sido o principal argumento de Lula e a cúpula do governo petista pelo fraco desempenho econômico, já se aproximando dos primeiros 100 dias de governo.
Com base no histórico das taxas de juros do Banco Central - VEJA AQUI - os governos petistas de Lula e Dilma somados de 2003 a 2015, sempre tiveram em dois dígitos, entre 10,25% à 26,50% para os dois governos. O pior indicador de juros alto, foi exatamente no governo do presidente Lula em 2003 que foi considerado um dos mais altos desde de 1996.
No governo Lula, somente entre junho de 2009 à abril de 2010, foi o único período que os juros ficaram abaixo dos dígitos, registrado pelo BC em 9,25%, 8,75% e 9,50%. No governo Dilma, a taxa ficou por mais tempo abaixo dos dois dígitos entre março de 2012 a outubro de 2013, oscilando entre 9,75%, 9%, 8,50%, 8%, 7,50%, 7,25% até voltar a 9,50%.
O histórico das taxas de juros do Banco Central, coloca em saia justa, todo o discurso da base governista do PT de que o juros fixado hoje em 13,75% seria a principal causa do fiasco econômico que Brasil passa com a inflação, segundo o IPCA-15 ficou em 0,69% em março de 2023, após registrar aumento de 0,76% em fevereiro, segundo dados do IBGE. Em janeiro, o índice foi de 0,46%, ante 0,52% de dezembro e nos últimos 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 5,36%.
Em 22 de março de 2023 foi decidido pelo Copom, manter a taxa atual dos juros, contrariando mais ainda o governo petista, que tem pressionado para que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para reduzir a Selic, que segundo a Lei de Autonomia do Banco Central, sancionada em fevereiro do ano passado, mantém Campos Neto até 2024.

Audiência no Senado:
Foi cancelada ontem (03), a audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) com a participação do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto , que seria realizada na terça-feira (4). De acordo com a assessoria da CAE, o motivo para o cancelamento não foi informado e a nova data para o debate ainda não foi definida.
O pedido para realização da audiência pública (REQ 2/2023) foi apresentado pelo senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), presidente do colegiado. Entre os assuntos que seriam alvo de questionamento, conforme justificativa apresentada pelo parlamentar, está a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano.