O governo federal irá anunciar nesta sexta-feira (31), um reajuste de 5,6% em cerca de 28 mil medicamentos regulados pelo próprio governo. O aumento nos remédios estão previsto para ocorrer no início de abril, informou a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), confirmou a autorização para que a indústria farmacêutica repasse o reajuste ao consumidor, depois do aumento ser publicado no Diário Oficial da União (DOU). A entidade justificou que o último ano foi bastante atípico para a indústria farmacêutica.
Numa frente, os efeitos persistentes da pandemia de SARS-CoV-2 afetaram a produção e impulsionaram os preços de IFAs (insumos farmacêuticos ativos, cotados em dólar); na outra, a Guerra da Ucrânia manteve os gastos com logística em patamares muito altos - disse em nota.
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Em sete estados do país, esta será a segunda vez que os medicamentos sobem de preço em 2023, já que em março, houve reajuste na Bahia, Piauí, Paraná, Pará, Sergipe, Amazonas e Roraima em virtude da elevação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
No ano passado, o aumento autorizado foi de 10,89%, o segundo maior desde 2012. O reajuste é estabelecido basicamente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi de 5,6% entre março de 2022 e fevereiro de 2023. Além do índice, a CMED leva em consideração fatores como concorrência, produtividade e aumento de produtos que não entram no cálculo do IPCA.