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Quarta-feira, 17 de Junho 2026
No Maranhão 94% das crianças e adolescentes vivem na pobreza, alerta UNICEF
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No Maranhão 94% das crianças e adolescentes vivem na pobreza, alerta UNICEF

Estudo apresenta múltiplas dimensões da pobreza que impactam crianças e adolescentes no Brasil e em cada estado brasileiro.

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Um estudo realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), apontou que no Maranhão de cada 100 crianças e adolescentes, 94 delas vivem na pobreza, levando em conta o cenário de renda, educação, trabalho infantil, moradia, água, saneamento e informação. É o que indica a pesquisa "As Múltiplas Dimensões da Pobreza na Infância e na Adolescência no Brasil", lançada nesta terça-feira (14).

O estudo apresenta dados até 2019 (trabalho infantil), até 2020 (moradia, água, saneamento e informação), até 2021 (renda, incluindo renda para alimentação) e dados até 2022 (educação). Em todo o Brasil, são ao menos 32 milhões de meninas e meninos (63% do total) na pobreza multidimensional.

No Maranhão, o estudo indica a falta de acesso a saneamento como a dimensão que mais afeta crianças e adolescentes, impactando 84,7% de meninas e meninos, seguida pela privação de renda (68,5%) e acesso à informação (32,4%). Em seguida vem falta de acesso à água (26%), privação de educação (11,8%), moradia (10,6%) e trabalho infantil (6,3%), chegando a um total de 94% das meninas e meninos do estado são afetados por uma ou mais de uma dimensão da pobreza nos múltiplos aspectos.

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Desigualdade regional:

A pobreza multidimensional impactou mais quem já vivia em situação mais vulnerável – negros e indígenas, e moradores das regiões Norte e Nordeste –, agravando as desigualdades no País. Entre crianças e adolescentes negros e indígenas, 72,5% estavam na pobreza multidimensional em 2019, versus 49,2% de brancos e amarelos. Entre os estados, seis tinham mais de 90% de crianças e adolescentes em pobreza multidimensional, todos no Norte e Nordeste.

Entre as principais privações que impactam a infância e a adolescência no Brasil estão a falta de acesso a saneamento básico (alcançando 21,2 milhões de meninas e meninos), seguida pela privação de renda (20,6 milhões) e de acesso à informação (6,2 milhões). A elas se somam a falta de moradia adequada (4,6 milhões), privação de educação (4,3 milhões), falta de acesso a água (3,4 milhões) e trabalho infantil (2,1 milhões). No total, são 32 milhões crianças e adolescentes afetados por uma ou mais de uma dimensão da pobreza multidimensional.

Os dados do estudo feito pela UNICEF pode ser acessado por - AQUI - de acordo com cada federação desde o ano de 2007 até o ano de 2022.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Foto: Divulgação
Por Lnove Notícias

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Por Lnove Notícias

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