Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 26 de Junho 2026
Paulo Gonet não identifica falta grave de Bolsonaro em caso da arma e prisão domiciliar
Justiça

Paulo Gonet não identifica falta grave de Bolsonaro em caso da arma e prisão domiciliar

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer sobre a arma apreendida com um segurança do ex-presidente, destacando que aguardará o desfecho da investigação para uma análise conclusiva.

IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, encaminhou nesta quinta-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer técnico sobre a arma apreendida com um segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro, não identificando, neste momento, uma falta grave que impacte sua prisão domiciliar.

Em sua manifestação, Gonet ressaltou que a investigação do episódio encontra-se em estágio preliminar, o que o impede de constatar, por ora, qualquer infração grave na conduta de Bolsonaro.

"O episódio noticiado, que se encontra em estágio inicial de esclarecimentos na instância própria, não indica, neste momento processual, a concretude de situação caracterizadora de falta disciplinar ou de descumprimento das condições de cautela a que o condenado está submetido", declarou o procurador-geral.

Publicidade

Leia Também:

Ele complementou que aguardará a conclusão da apuração do caso, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal, para formar um "juízo final e mais abrangente sobre os fatos".

A solicitação do parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) partiu do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, na última quarta-feira (24).

Acompanhe as últimas notícias: Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Contexto da investigação e posicionamento de Bolsonaro

Anteriormente, na terça-feira (23), Bolsonaro havia prestado depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, onde confirmou ser o proprietário da arma. Durante a oitiva, o ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar, justificou a posse do armamento pela necessidade de proteção de sua família, composta pela esposa Michelle Bolsonaro, sua enteada e filha.

"Tinha três mulheres em casa e eu não podia ficar desarmado”, declarou ele ao delegado responsável pelo caso.

Em contrapartida, o ministro Alexandre de Moraes manifestou que a declaração de Bolsonaro poderia configurar uma falta grave no cumprimento de sua prisão domiciliar. Segundo o entendimento do ministro, a Lei de Execução Penal (LEP) classifica como falta grave a "posse indevida de instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem".

Para Moraes, era fundamental que a PGR analisasse se o incidente envolvendo a arma poderia influenciar a renovação da prisão domiciliar de Bolsonaro, cujo prazo de 90 dias se encerrava justamente nesta quinta-feira (25).

O incidente com o segurança

O incidente que motivou a controvérsia ocorreu na semana anterior, quando um segurança de Bolsonaro foi interceptado em uma blitz em Brasília, portando uma arma pertencente ao ex-presidente. O militar alegou que o armamento estava sendo transportado para manutenção.

Ao ser informado sobre o ocorrido, o ministro Moraes exigiu esclarecimentos sobre a solicitação do reparo da arma, especialmente por ter sido realizada "às vésperas do encerramento do período de 90 dias da domiciliar".

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Marcelo Camargo/Agência Brasil

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Lnove Notícias
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR