Desde segunda-feira (22), usuários do Pix por aproximação passaram a contar com uma nova funcionalidade que permite visualizar o saldo e o limite disponível em suas contas antes de finalizar um pagamento. Essa inovação, resultado da integração com o open finance, busca otimizar a experiência do consumidor, minimizando falhas por insuficiência de fundos e agilizando as transações via carteiras digitais.
Denominada "jornada otimizada" pelo Banco Central (BC), a atualização visa, primordialmente, diminuir as recusas de pagamento devido à ausência de saldo e conferir maior celeridade ao processo. É crucial destacar que esta funcionalidade é totalmente opcional, exigindo a autorização expressa do cliente para sua ativação.
A partir dessa alteração, ao vincular uma conta bancária a uma carteira digital ou conceder permissão para movimentações automáticas através do open finance, o consumidor terá acesso direto, na tela, a informações cruciais, como:
- O saldo disponível na conta;
- O limite autorizado para as transações;
- A indicação da viabilidade de concluir o pagamento antes mesmo da confirmação final.
Nova experiência
Conforme explicado pelo Banco Central, esta atualização integra em um único procedimento etapas que anteriormente eram distintas: o consentimento para o compartilhamento de dados e a autorização para a vinculação da conta ao serviço de pagamento.
A implementação desta medida abrange duas modalidades específicas no âmbito do open finance:
- A vinculação de uma conta bancária pelo cliente a uma instituição iniciadora de pagamento, que engloba o Pix por aproximação;
- A autorização de transferências automáticas entre contas do mesmo titular, conhecidas como transferências inteligentes.
Matheus Rauber, chefe de Subunidade no Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor) do BC, ressaltou que esta alteração tem o potencial de fomentar o surgimento de inovadoras soluções financeiras no mercado.
“Bancos e outras empresas do setor financeiro poderão desenvolver novos produtos a partir desta funcionalidade. Isso inclui desde pagamentos atrelados a débito em conta até checkouts mais fluidos, que prometem reduzir o abandono de compras e acelerar a finalização das transações”, explicou Rauber.
Controle do cliente
É fundamental que o compartilhamento de dados não seja ativado de forma automática. O usuário deve, obrigatoriamente, selecionar essa opção de maneira consciente durante o procedimento de autorização.
“Independentemente da solução oferecida, a finalidade do uso dessas informações deve ser explicitada ao cliente. Assim como em qualquer processo de compartilhamento de dados, é imprescindível que o consumidor sempre verifique como suas informações serão empregadas”, enfatizou Rauber.
A qualquer momento, o consentimento concedido pode ser revogado. O consumidor tem a flexibilidade de interromper apenas a visualização do saldo e limite, ou de encerrar completamente a vinculação da conta para pagamentos.
Segurança digital
O Banco Central reitera que o open finance opera sob rigorosos padrões de segurança, exigindo consentimento explícito, autenticação robusta (com múltiplas etapas) e a participação exclusiva de instituições devidamente autorizadas.
“A funcionalidade de visualização dos saldos e limites disponíveis tem como objetivo primordial aprimorar a experiência do usuário durante o pagamento”, declarou a autoridade monetária.
De acordo com o BC, esta nova fase deverá contribuir significativamente para a redução de transações recusadas por insuficiência de saldo, além de impulsionar o desenvolvimento de novos modelos de pagamentos digitais em todo o país.
O Pix por aproximação segue em processo de expansão contínua, consolidando-se como um pilar estratégico do Banco Central para a integração de pagamentos instantâneos, carteiras digitais e serviços financeiros no ecossistema do open finance.