O Estadão revelou nesta quarta-feira (04), que a as investigações da Polícia Federal chegou aos operadores do esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), ligado ao ex-deputado e presidente estadual do Partido Social Democrático (PSD), Edilázio Júnior.
Segundo a reportagem de Fausto Macedo, dois ex-assessores de Edilázio, um deles vinculado, à época dos fatos sob investigação, ao gabinete do então deputado na Câmara e o outro que integrou a equipe do ex-deputado na Assembleia Legislativa do Maranhão, quando ele exercia mandato de deputado estadual, teriam participação direta com o esquema de venda de sentença.
A citação aos ex-assessores está na decisão do ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que deu aval para que a PF abrisse a Operação 18 Minutos no encalço de desembargadores do TJMA, na operação que foi deflagrada no dia 14 de agosto deste ano. Edilázio é genro da desembargadora Nelma Sarney, uma das desembargadora alvo da operação da PF.
Em nota, a defesa de Edilázio ressaltou a "absoluta inocência" do ex-parlamentar quanto a todos os fatos investigados no inquérito, sobretudo porque nunca praticou nenhum "ilícito".