As retiradas da caderneta de poupança ultrapassaram as aplicações em R$ 7,15 bilhões durante o mês de julho, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (7) pelo Banco Central, refletindo um movimento de maior volume de resgates do que de novos investimentos no país.
Ao longo do período, os brasileiros injetaram R$ 370,76 bilhões na modalidade, montante que não foi suficiente para cobrir os R$ 377,92 bilhões sacados no mesmo intervalo.
Comparação com o mês anterior
Em relação a junho, o fluxo financeiro apresentou desaceleração em ambas as pontas, com recuo no volume de aportes e de resgates.
No mês anterior, os depósitos haviam somado R$ 378,06 bilhões e as saídas totalizaram R$ 378,3 bilhões, gerando um saldo negativo de R$ 237,5 milhões.
Na comparação direta, as aplicações caíram R$ 7,3 bilhões (redução de 1,9%), enquanto os saques diminuíram R$ 380 milhões (queda de 0,1%).
Desempenho na comparação anual
O resultado de julho também sinaliza uma piora na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Naquele mês, os depósitos somaram R$ 363,57 bilhões e as retiradas alcançaram R$ 369,82 bilhões, gerando uma captação líquida negativa de R$ 6,25 bilhões.
Embora as aplicações tenham crescido 2% no confronto anual (alta de R$ 7,19 bilhões), os saques subiram em ritmo mais veloz, com avanço de 2,2% (R$ 8,1 bilhões a mais).
Volume total de recursos
Apesar do saldo negativo verificado no mês, o estoque total mantido na poupança permaneceu estável em relação a junho, fixando-se no patamar de R$ 1,02 trilhão.
Frente ao mesmo mês do ano anterior, momento em que o montante acumulado era de R$ 1,01 trilhão, registra-se uma discreta elevação no saldo global investido.