Os Senadores do Maranhão Eliziane Gama (PPS) e Weverton Rocha (PDT) votaram contra o Decreto de Armas no senado. A votação do projeto (PDL 233/2019) rejeitou nesta terça-feira (18), por 47 votos a 28, um decreto assinado em maio pelo presidente Jair Bolsonaro, que busca flexibilizar a posse e o porte de armas no Brasil. O Plenário aprovou o projeto de decreto legislativo, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que torna sem efeito o regulamento. O Decreto 9.785, de 2019, autoriza a concessão de porte a 20 categorias profissionais e aumenta de 50 para 5 mil o número de munições disponíveis anualmente a cada proprietário de arma de fogo. O PDL segue agora para votação na Câmara dos Deputados.
Somente o senador maranhense Roberto Rocha (PSDB) votou a favor a permanência do texto que facilita aquisição e o porte de armas. Após a manifestação dos votos contra o decreto, a senadora usou o Twitter para à Polícia do Senado Federal que investigue as graves ameaças que vem sofrendo na redes sociais.
Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou na noite desta terça-feira (18) que a flexibilização do porte e da posse de armas poderá ser discutida no Congresso por meio de um projeto de lei. Ele destacou que, durante a votação do projeto (PDL 233/2019) que suspendeu os efeitos do decreto das armas (Decreto 9785/2019), muitos senadores questionaram a forma legal como o assunto foi tratado.
"Havia o sentimento de muitos senadores, também é o meu, em relação à posse. Eu sou de um estado da região amazônica e nossos moradores ribeirinhos precisam ter uma forma de proteger suas famílias e seu patrimônio" — declarou o presidente, ao sair da votação que sustou o decreto do Executivo.