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Quarta-feira, 01 de Julho 2026
Gasolina da Petrobras deve acompanhar a tendência de queda nos preços internacionais
Economia

Gasolina da Petrobras deve acompanhar a tendência de queda nos preços internacionais

A presidente da estatal, Magda Chambriard, confirmou que o combustível seguirá o comportamento de redução já observado em outros derivados.

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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou nesta quarta-feira (1º) que a gasolina terá seu preço ajustado para baixo, seguindo a recente redução observada em outros combustíveis. Essa medida reflete a tendência de queda nos preços internacionais do petróleo, impactando diretamente o mercado nacional.

A expectativa de barateamento da gasolina surge após a estatal já ter comunicado outras reduções. Na última terça-feira (30), o preço do óleo diesel foi diminuído em R$ 0,35 por litro, e nesta quarta-feira (1º), o querosene de aviação (QAV) registrou uma queda significativa de 14,5%.

Magda Chambriard reforçou que a política da empresa é de alinhamento com o cenário global. “Todos os nossos combustíveis acompanham a tendência dos preços internacionais”, afirmou a presidente, complementando que “no caso da gasolina, é a mesma coisa”.

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As reduções nos preços, conforme explicado pela Petrobras, são um reflexo da diminuição dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre o valor do petróleo e seus derivados. Esses preços haviam disparado com o início dos confrontos entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Impacto do cenário geopolítico

A principal razão para a elevação anterior dos preços foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, localizado ao sul do Irã. Essa rota marítima é crucial, pois, antes do conflito, cerca de 20% da produção global de óleo e gás transitava por ali. A restrição na passagem de navios resultou em menor oferta e, consequentemente, na valorização do petróleo.

Mesmo o Brasil sendo um produtor de petróleo, o preço do produto e de seus derivados é determinado pelo mercado internacional, visto que são consideradas commodities. Isso significa que as cotações globais influenciam diretamente o valor praticado internamente.

Atualmente, apesar de ainda haver relatos de incidentes na região de Ormuz, a navegação de navios petroleiros pelo estreito foi retomada, contribuindo para a estabilização do mercado.

O barril de petróleo tipo Brent, que serve como referência internacional, voltou a ser negociado na faixa dos US$ 70, um patamar semelhante ao período pré-conflito. Em momentos de maior tensão, o valor chegou a ultrapassar os US$ 110.

Estratégia da Petrobras: “Sem ansiedade”

Magda Chambriard destacou que a Petrobras monitora diariamente o cenário global de preços, mas busca evitar que a volatilidade e a ansiedade do mercado internacional se reflitam de forma imediata no Brasil.

“Vamos acompanhar a tendência, mas não todos os dias”, explicou ela, mencionando que a gasolina “custou para subir” em comparação com outros combustíveis.

Um exemplo dessa política foi o reajuste anunciado em 29 de maio de 2026, quando a Petrobras elevou o preço em R$ 0,48/litro. No entanto, o governo federal concedeu uma subvenção de R$ 0,44/litro, resultando em um aumento efetivo de apenas R$ 0,04/litro para as distribuidoras.

A presidente da estatal ressaltou que a atual política de preços visa proteger o mercado interno da instabilidade global, uma abordagem diferente da adotada em anos anteriores.

“Quando fizemos isso no passado, mais ou menos em 2018, aquela aflição por aumentar ou baixar o preço da gasolina todos os dias nos trouxe um efeito mais que indesejado, fez a Petrobras perder market share [participação de mercado]”, recordou Chambriard.

Segundo ela, a empresa analisa o cenário com “muita calma, muito profissionalismo”, buscando um equilíbrio.

“A gente quer atender à sociedade, quer fornecer produtos que caibam no bolso, mas a gente quer garantir o mercado Petrobras”, concluiu.

Retirada de subsídios governamentais

A atenuação dos efeitos da guerra também permitiu que o governo federal iniciasse o processo de retirada dos subsídios concedidos às empresas produtoras e importadoras de combustíveis.

No mesmo dia em que a Petrobras anunciou a queda do diesel, o governo removeu o alívio de R$ 0,35 que beneficiava esse combustível, amplamente utilizado por caminhões e ônibus.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já adiantou que o governo está avaliando a retirada do subsídio de R$ 0,44 que atualmente se aplica à gasolina.

Questionada sobre a possibilidade de a Petrobras reduzir o preço da gasolina antes mesmo da retirada do subsídio governamental, Magda Chambriard considerou a pergunta “prematura”, indicando cautela diante da complexidade do cenário.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Tomaz Silva/Agência Brasil

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