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Terça-feira, 14 de Julho 2026
Valores a receber em instituições financeiras diminuem para R$ 6,2 bilhões, informa Banco Central
Economia

Valores a receber em instituições financeiras diminuem para R$ 6,2 bilhões, informa Banco Central

A queda no montante de recursos esquecidos foi impulsionada pela destinação de R$ 5,7 bilhões ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), que apoia o programa Desenrola Brasil.

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O montante de dinheiro esquecido por cidadãos e empresas em instituições financeiras brasileiras registrou uma queda significativa, atingindo R$ 6,24 bilhões em maio, conforme revelado pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (14). Essa diminuição expressiva, partindo de valores superiores a R$ 10 bilhões nos meses anteriores, deve-se principalmente à transferência de R$ 5,7 bilhões para o Fundo Garantidor de Operações (FGO), um mecanismo crucial para o suporte do programa Desenrola Brasil.

Essa redução, que contrasta com os mais de R$ 10 bilhões registrados em períodos anteriores, foi resultado direto da destinação de R$ 5,7 bilhões ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), um instrumento financeiro essencial para o apoio do programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil.

Apesar desse repasse substancial, o Banco Central reitera que bilhões de reais permanecem acessíveis para resgate por pessoas físicas e jurídicas que ainda não solicitaram a devolução de seus valores.

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A razão da queda nos valores a receber

A principal causa para essa diminuição reside na implementação da Lei 14.973/2024. Essa legislação permitiu a transferência de recursos que, após um período determinado, não foram objeto de solicitação de resgate por seus titulares.

Os R$ 5,7 bilhões foram especificamente direcionados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), que atua como um mecanismo crucial para fornecer garantias financeiras ao programa federal de renegociação de dívidas, o Desenrola Brasil.

É importante notar que a legalidade dessa operação está sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão investiga a possível utilização de recursos extranorçamentários em programas federais.

O Banco Central esclarece que, mesmo após a transferência, uma parcela de pelo menos 10% do valor total permanece em reserva. Essa medida visa assegurar o atendimento a eventuais solicitações de resgate futuras por parte dos legítimos titulares dos recursos.

Montante disponível para resgate

Apesar da movimentação de valores, o saldo remanescente disponível para devolução atinge R$ 6,24 bilhões.

Deste montante, a distribuição é a seguinte:

  • R$ 4,44 bilhões são devidos a 24,08 milhões de pessoas físicas;
  • R$ 1,8 bilhão corresponde a 2,27 milhões de empresas.

Desde o lançamento do Sistema de Valores a Receber (SVR), o Banco Central registrou a devolução de R$ 15,47 bilhões aos seus legítimos titulares.

Localização dos valores a receber

Os recursos de dinheiro esquecido estão dispersos em diversas instituições financeiras pelo país.

A maior concentração desses valores é observada nos bancos, que detêm R$ 2,91 bilhões a serem restituídos.

Em seguida, destacam-se:

  • Administradoras de consórcio: R$ 2,25 bilhões
  • Cooperativas de crédito: R$ 586,7 milhões
  • Instituições de pagamento: R$ 311,5 milhões
  • Financeiras: R$ 106,3 milhões
  • Corretoras e distribuidoras: R$ 71 milhões
  • Outras instituições: R$ 8,8 milhões

Quem pode solicitar os valores?

Tanto pessoas físicas quanto jurídicas que mantiveram vínculos com bancos, cooperativas, financeiras, consórcios ou corretoras podem ter dinheiro esquecido a ser resgatado.

Os valores a receber podem ter diversas origens, incluindo:

  • Saldos remanescentes em contas-correntes ou poupanças encerradas;
  • Tarifas bancárias cobradas indevidamente;
  • Excesso de cobrança em parcelas de empréstimos;
  • Saldos em contas de pagamento encerradas;
  • Recursos de consórcios finalizados;
  • Cotas de cooperativas de crédito;
  • Valores de contas de investimento encerradas;
  • Outros montantes que as instituições financeiras têm a obrigação legal de restituir.

Perfil dos beneficiários: pequenas quantias predominam

A análise dos dados revela que a maioria dos beneficiários possui pequenas quantias a serem resgatadas:

  • 67,6% dos titulares têm até R$ 10;
  • 19,5% detêm valores entre R$ 10,01 e R$ 100;
  • 10,4% possuem entre R$ 100,01 e R$ 1 mil;
  • Apenas 2,46% dos beneficiários têm mais de R$ 1 mil disponíveis para resgate.

Procedimento de consulta para valores a receber

A consulta desses valores a receber é um serviço gratuito e deve ser realizada unicamente através do Sistema de Valores a Receber (SVR), plataforma oficial do Banco Central.

O processo é bastante simplificado:

  • Acesse o Sistema de Valores a Receber (SVR);
  • Informe seu CPF ou CNPJ e preencha os dados solicitados;
  • Verifique a existência de valores disponíveis em seu nome ou de sua empresa;
  • Realize o login utilizando sua conta Gov.br com nível de segurança prata ou ouro;
  • Solicite a devolução seguindo as instruções fornecidas pelo sistema.

Para aqueles que não possuem uma chave Pix cadastrada, é possível acordar uma alternativa de recebimento diretamente com a instituição financeira detentora dos valores.

Modalidade de resgate automático

O Banco Central disponibiliza, ainda, uma conveniente modalidade de resgate automático para os valores a receber.

Essa funcionalidade é exclusiva para pessoas físicas que utilizam o CPF como chave Pix.

Ao ativar essa opção no Sistema de Valores a Receber, quaisquer novos valores identificados serão automaticamente depositados pela instituição financeira correspondente, eliminando a necessidade de futuras solicitações.

Contudo, a funcionalidade de resgate automático não se estende a empresas, contas conjuntas ou instituições financeiras que ainda não integraram o sistema de devolução automática.

Consulta de valores para pessoas falecidas

É igualmente viável realizar a consulta de valores esquecidos em nome de pessoas falecidas.

Nessas situações, a solicitação deve ser efetuada por um herdeiro, inventariante, testamentário ou representante legal. Para isso, é necessário utilizar a própria conta Gov.br do solicitante e preencher um termo de responsabilidade.

Após a localização dos recursos, o próximo passo é contatar diretamente a instituição financeira responsável para finalizar o processo de liberação dos valores.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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