A partir do próximo sábado (1º), o acordo entre Mercosul e Singapura entra oficialmente em vigor, assegurando tarifa zero para todas as exportações brasileiras direcionadas ao país asiático e reduzindo gradualmente os impostos de importação no bloco sul-americano.
Além de zerar os tributos para os produtos nacionais enviados ao mercado singapuriano, a parceria estabelece normas padronizadas e critérios técnicos para simplificar as transações comerciais entre as nações.
Expansão em serviços e comércio eletrônico
O entendimento vai além da troca de bens físicos: ele amplia o acesso ao setor de serviços, estimula a atração de investimentos e traz um capítulo inédito dedicado ao comércio eletrônico — o primeiro negociado pelo bloco com um parceiro extrarregional.
A implementação do tratado já ocorreu nos demais parceiros do bloco, estando vigente no Paraguai desde fevereiro e no Uruguai desde março.
Impacto econômico e balança comercial
A relevância da parceria é demonstrada pelos números: em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Singapura alcançou US$ 10,7 bilhões. As vendas brasileiras somaram US$ 7,4 bilhões, gerando um superávit de US$ 4,1 bilhões, impulsionado por óleos combustíveis, maquinários e carnes bovina, suína e de aves.
As projeções indicam que o pacto, negociado desde 2018 e assinado em 2022, deve incrementar em US$ 500 milhões anuais as vendas do bloco para o destino asiático, com potencial para adicionar R$ 28,1 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil até 2041.
Suporte aos operadores de comércio exterior
Para facilitar a adaptação do setor produtivo, o governo brasileiro publicou manuais e guias explicativos no Portal Siscomex, destinados a orientar exportadores e importadores.
O material abrange todas as regras necessárias para o uso das preferências tarifárias, os critérios de origem das mercadorias e os trâmites operacionais exigidos sob o novo regime comercial.