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Quarta-feira, 13 de Maio 2026
Inflação em abril desacelera para 0,67%, com alimentos exercendo pressão
Economia

Inflação em abril desacelera para 0,67%, com alimentos exercendo pressão

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou um recuo em comparação com o mês anterior, que havia marcado 0,88%.

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, registrou uma desaceleração em abril, fechando o mês em 0,67%. Divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os dados revelam que a pressão dos alimentos foi um fator determinante, embora o índice represente um recuo significativo em relação aos 0,88% marcados em março.

No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação atingiu 4,39%. Este patamar se mantém dentro da meta estabelecida pelo governo, que prevê 3% com uma tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, até 4,5%.

Em março, o acumulado anual era de 4,14%, enquanto em abril do ano anterior, o índice havia sido de 0,43%.

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O resultado do IPCA de abril surpreendeu o mercado financeiro, vindo abaixo da estimativa. O relatório Focus, do Banco Central (BC), havia projetado uma inflação de 0,69% para o mês.

Comportamento dos grupos de produtos e serviços

A análise dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE demonstra a distribuição das variações de preços no período:

  • Alimentação e bebidas: 1,34% (impacto de 0,29 p.p.)
  • Habitação: 0,63% (0,10 p.p.)
  • Artigos de residência: 0,65% (0,02 p.p.)
  • Vestuário: 0,52% (0,02 p.p.)
  • Transportes: 0,06% (0,01 p.p.)
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,16% (0,16 p.p.)
  • Despesas pessoais: 0,35% (0,04 p.p.)
  • Educação: 0,06% (0,00 p.p.)
  • Comunicação: 0,57% (0,03 p.p.)

O índice de difusão da inflação, que reflete a abrangência do aumento de preços, registrou 65% em abril, uma leve queda em relação aos 67% observados em março. O IBGE monitora um total de 377 subitens para compor o índice.

Principais itens de pressão

Entre os produtos individuais, alguns se destacaram por exercerem maior influência na alta da inflação em abril:

  • Gasolina: 1,86% (0,10 p.p.)
  • Leite longa vida: 13,66% (0,09 p.p.)
  • Produtos farmacêuticos: 1,77% (0,06 p.p.)
  • Higiene pessoal: 1,57% (0,06 p.p.)
  • Gás de botijão: 3,74% (0,05 p.p.)
  • Carnes: 1,59% (0,04 p.p.)
  • Energia elétrica residencial: 0,72% (0,03 p.p.)
  • Cenoura: 26,63% (0,02 p.p.)
  • Cebola: 11,76% (0,02 p.p.)
  • Tomate: 6,13% (0,02 p.p.)

Sobre o IPCA

O IPCA é o indicador oficial de inflação do Brasil, calculando o custo de vida para famílias com rendimentos que variam de um a 40 salários mínimos.

A coleta dos preços que compõem o índice é realizada em dez regiões metropolitanas, incluindo Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além de Brasília e das capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

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