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Quarta-feira, 01 de Julho 2026
Milhares de manifestantes em São Paulo exigem fim da escala 6x1 e votação no Senado
Justiça

Milhares de manifestantes em São Paulo exigem fim da escala 6x1 e votação no Senado

Sindicatos, movimentos sociais e organizações estudantis mobilizam ato na Avenida Paulista para acelerar pauta legislativa.

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Nesta terça-feira (30), milhares de pessoas se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), para um protesto contundente que demandava o fim da escala 6x1 e pressionava o Senado pela votação urgente da proposta. A mobilização, organizada por sindicatos, movimentos sociais e entidades estudantis, buscou dar visibilidade à pauta da diminuição dos dias trabalhados.

Além da questão central da jornada de trabalho, a manifestação abordou temas cruciais como o direito à moradia, a liberdade de expressão e o combate ao feminicídio, evidenciados em cartazes e falas. Críticas foram direcionadas a senadores e, em particular, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pela percebida inação na tramitação da matéria.

A realidade da escala 6x1 foi ilustrada pelo depoimento de Marcos Biangolini, de 33 anos, que atua em uma garagem de ônibus. Ele descreveu a rotina exaustiva: “Desde que eu me conheço por gente eu trabalho na escala 6x1, isso é cansativo. Você acaba trabalhando um mês inteiro e não consegue nem gastar o que recebe porque está sempre trabalhando. Tem um dia de folga para poder gastar, e nesse dia você quer descansar.”

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Biangolini reforçou o impacto pessoal: “Todo fim de semana eu estou lá trabalhando e isso é cansativo, não consigo nem ter tempo com a minha família. Isso, sinceramente, tem que acabar.”

Ele soube do protesto através do trabalho e compareceu após sua jornada, acompanhado de colegas. Marcos também criticou aqueles que, usufruindo de condições de trabalho mais favoráveis, defendem a permanência da escala 6x1 e se opõem ao projeto de sua alteração.

Embora a manifestação tenha seguido um roteiro similar a outros atos do ano, com a presença de partidos, parlamentares e candidatos de esquerda, ela se destacou pelo maior número de participantes. Notou-se uma adesão expressiva de grupos ligados aos movimentos de moradia, incluindo muitas famílias com crianças e idosos.

Entre os presentes estava Manuel de Oliveira Santos, de 68 anos, um metalúrgico aposentado que viajou com sua família de Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo. Ele afirmou ter respondido ao chamado do movimento, considerando a mobilização daquela noite “justa e necessária”.

Com bom humor, o operário aposentado declarou: “Estou aqui porque é muito importante para nós, a classe trabalhadora. Nós queremos vencer essa batalha e vamos vencer sim, com muita luta, muito trabalho, e vamos erguer a cabeça. Não importa hoje o horário de chegar em casa, não.”

Pai de quatro filhos e avô de seis netos, Manuel enfatizou que sua participação transcende o conforto pessoal: “E é urgente, vamos lutar.”

Um ponto a ser notado foi a ausência de negociadores civis independentes no evento. Essa presença é uma exigência de um acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que estabelece diretrizes para a atuação policial em manifestações no estado. O governo estadual possui aproximadamente 50 dias para finalizar a elaboração do protocolo que regulamentará essa medida.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Paulo Pinto/Agência Brasil

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