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Quarta-feira, 15 de Julho 2026
Projeção de inflação é elevada para 5,1% pelo Ministério da Fazenda, superando a meta
Economia

Projeção de inflação é elevada para 5,1% pelo Ministério da Fazenda, superando a meta

Previsão para o PIB é mantida, enquanto petróleo e El Niño são citados como causas da revisão.

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Nesta quarta-feira (15), o Ministério da Fazenda, por meio de sua Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgou uma revisão para cima da projeção da inflação para 2026, elevando a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,5% para 5,1%. Este novo patamar ultrapassa o teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), sendo atribuído a fatores como a guerra no Oriente Médio e os impactos do fenômeno El Niño, enquanto a previsão para o PIB foi mantida.

As novas projeções, detalhadas no Boletim Macrofiscal da SPE, ratificam a manutenção da estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,3% para o mesmo período.

Aumento da inflação

A equipe econômica do Ministério da Fazenda esclarece que a elevação da inflação se deve, primariamente, à escalada dos preços internacionais do petróleo e seus derivados, impactados pelo conflito no Oriente Médio. Soma-se a isso os efeitos do El Niño na produção agrícola, que pressionam os custos dos alimentos.

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A avaliação da Fazenda é que esses elementos conjunturais podem sustentar a pressão inflacionária nos próximos meses.

Detalhes das projeções

  • Para 2026, a inflação estimada é de 5,1%, um aumento em relação aos 4,5% previstos anteriormente.
  • A meta oficial de inflação permanece em 3%, com um teto de 4,5%.
  • Em 2027, a projeção da inflação foi ajustada de 3,5% para 3,6%.
  • Após 2027, a expectativa é de uma convergência gradual da inflação para a meta de 3%.

Especificamente no setor de alimentos, o Ministério da Fazenda ressalta o risco de que o El Niño comprometa as safras, resultando em um aumento nos preços ao consumidor.

O boletim da SPE detalha que "pressões altistas no segundo semestre estão associadas à maior probabilidade de ocorrência do El Niño e à persistência do choque de oferta e de preços dos fertilizantes".

Impactos das pressões externas

A equipe econômica também sublinha que o conflito no Oriente Médio impulsionou os preços do petróleo, o que, por sua vez, impacta diretamente os custos de combustíveis e diversos outros componentes da economia.

O Ministério da Fazenda alerta que as incertezas geopolíticas podem estender esses impactos, tornando mais desafiadora uma desaceleração célere da inflação.

Manutenção da projeção do PIB

Apesar do cenário de alta para a inflação, o governo federal optou por manter inalterada a expectativa de crescimento do PIB para 2026.

Estimativas de crescimento

  • O PIB para 2026 é mantido em 2,3%, sem alterações em relação ao boletim prévio.
  • A projeção do PIB para 2027 foi levemente revisada para baixo, de 2,6% para 2,5%.
  • Para o período entre 2027 e 2030, a estimativa é de um crescimento médio anual de 2,6%.

Conforme o Ministério da Fazenda, a sustentação da atividade econômica virá principalmente dos setores de indústria e serviços. A agropecuária, por sua vez, deve apresentar uma desaceleração após a safra recorde do início do ano, impulsionada pela soja.

Contexto fiscal e riscos

A revisão das projeções acontece em um cenário internacional de crescente incerteza, com conflitos geopolíticos e riscos climáticos em evidência. A equipe econômica do Ministério da Fazenda avalia que esses elementos podem manter a inflação elevada no curto prazo, mas projeta uma convergência gradual para a meta nos anos subsequentes.

As estimativas contidas no Boletim Macrofiscal servem de base para a elaboração do próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.

Este relatório, cuja divulgação está prevista para até o dia 24, é crucial para a execução do Orçamento. Ele pode determinar bloqueios de gastos, visando respeitar o arcabouço fiscal, ou contingenciamentos, caso as receitas governamentais fiquem abaixo do esperado.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Marcelo Camargo/Agência Brasil

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