Em preparação para o pleito de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou a segurança do processo de votação, ressaltando que a totalização dos dados coletados por cada urna eletrônica ocorre de maneira pública, auditável e descentralizada em todo o país.
Segundo Júlio Valente, titular da Secretaria de Tecnologia da Informação do órgão, a apuração inicia-se na própria seção eleitoral. Assim que a votação termina, o equipamento gera o boletim de urna impresso, cujos dados são afixados publicamente no local e disponibilizados para consulta posterior no portal oficial da Justiça Eleitoral.
Os relatórios digitais extraídos dos aparelhos são transmitidos por redes criptografadas. Antes de serem consolidados no somatório final, os arquivos passam por um rigoroso processo de validação, que verifica sua assinatura digital e autentica sua origem.
“Não é só receber e somar. Tudo é verificado”, declarou Valente.
O especialista destacou que representantes partidários, candidatos e entidades fiscalizadoras têm acesso a dezenas de mecanismos de verificação ao longo de todas as fases do pleito.
A biometria do eleitor atua como uma camada extra de proteção, visando barrar qualquer tentativa de falsidade ideológica. Nos casos em que ocorrem falhas de leitura biométrica, o mesário pode liberar o sistema manualmente, ficando a ocorrência devidamente registrada.
Recontagem de votos
Eventuais questionamentos judiciais sobre a apuração podem ser encaminhados formalmente à Justiça Eleitoral. Havendo indícios que fundamentem a auditoria, os dados e os equipamentos originais permanecem lacrados e preservados após o término das eleições.
Ao abordar a proposta do voto impresso, Valente lembrou que o modelo foi considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, testes efetuados em 2002 causaram entraves operacionais e aumentaram as ocorrências de falhas técnicas.
Para o secretário, o controle social é fundamental para manter a credibilidade do sistema. “O processo eleitoral brasileiro é um dos mais seguros, modernos e auditáveis do mundo”, assegurou.
Combate à desinformação
Ao rebater críticas sobre a integridade dos equipamentos, o secretário ressaltou que jamais foi registrada qualquer fraude comprovada no sistema eletrônico de votação desde a sua implementação, em 1996.
O modelo atual veio para substituir as antigas cédulas de papel, que registravam histórico comprovado de manipulações nas fases de coleta, contagem e guarda dos documentos.
Com 40 oportunidades distintas de fiscalização e auditoria previstas em regulamento, o sistema eleitoral garante a verificação contínua de todo o fluxo de apuração dos resultados.