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Quarta-feira, 10 de Junho 2026
BRB necessita de R$ 8,8 bilhões para cobrir perdas com operações do Master
Política

BRB necessita de R$ 8,8 bilhões para cobrir perdas com operações do Master

Presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, assegura que capitalização garantirá a continuidade operacional e a saúde financeira da instituição.

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O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, confirmou que o banco estatal do Distrito Federal necessita de R$ 8,8 bilhões para mitigar potenciais perdas originadas de transações com o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro. Essa provisão, ou capitalização, visa reforçar a reserva financeira da instituição, assegurando sua estabilidade operacional e evitando riscos de liquidação.

A necessidade de capital foi identificada após uma auditoria interna revelar que, de R$ 30 bilhões em títulos adquiridos do Master, aproximadamente R$ 8,8 bilhões podem estar irrecuperáveis. Um ponto crítico é que cerca de R$ 2,6 bilhões desses valores carecem de lastro, comprometendo a garantia de reembolso ao BRB.

Para sanar o déficit e tranquilizar clientes e o mercado, o Governo do Distrito Federal (GDF), principal acionista com 53,7% das ações, propôs um projeto de lei. Caso aprovado pela Câmara Legislativa do DF, o GDF será autorizado a conceder um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), entidade privada financiada por contribuições de bancos. A operação já obteve homologação do Supremo Tribunal Federal (STF) em maio.

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Souza explicou que a complementação dos R$ 8,8 bilhões necessários para o provisionamento será realizada por meio da securitização da dívida do GDF. A estratégia foi detalhada durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

A securitização permite ao GDF antecipar o recebimento de créditos futuros. Em 25 de maio, o BRB já recebeu R$ 1,17 bilhão dessa operação, com expectativa de arrecadar outros R$ 3 bilhões através de uma estruturação financeira envolvendo o banco BTG Pactual.

“Precisaremos de apenas R$ 2,2 bi para termos o aporte de R$ 8,8 bi”, afirmou Souza, ressaltando que a concretização total do plano depende da aprovação legislativa do projeto de lei, já homologado pelo STF.

O presidente do BRB enfatizou a importância crucial do projeto para a sobrevivência da instituição. Ele reconheceu que o BRB enfrenta desafios significativos, sendo atualmente um ponto de atenção no sistema financeiro nacional, e que a recuperação tem sido complexa.

Souza destacou que a questão envolvendo o Master é de grande magnitude e que o BRB é a principal vítima. O banco administra cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais de quatro estados e do Distrito Federal, além de deter aproximadamente 64% dos financiamentos imobiliários locais, com uma carteira de quase R$ 15 bilhões.

“Se o BRB desaparecer, for liquidado ou mesmo for sancionado pelo Banco Central com um regime de administração extraordinária temporária [Raet, uma intervenção], será um problema não só para Brasília, mas para todos os locais onde o banco está presente”, alertou Souza.

Apesar dos desafios, o presidente do BRB assegurou que, com o provisionamento, a instituição possui solidez estrutural para continuar suas operações. “Hoje, ele já é mais saudável do que era em novembro, quando cheguei. Nunca deixou de cumprir uma obrigação e segue operando regularmente.”

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Lula Marques/Agência Brasil.

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