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Sexta-feira, 17 de Julho 2026
Governo federal prepara pacote de auxílio para exportações afetadas pelo tarifaço dos EUA
Economia

Governo federal prepara pacote de auxílio para exportações afetadas pelo tarifaço dos EUA

Medida visa mitigar os impactos sobre 2,4 mil empresas brasileiras que enfrentam novas sobretaxas no mercado norte-americano.

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O governo federal anunciou, nesta quinta-feira (16), a retomada de um programa de assistência financeira voltado aos setores produtivos prejudicados pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A medida surge após o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) confirmar uma sobretaxa de 25% sobre diversas exportações brasileiras, sob a alegação de práticas comerciais desleais, que entrará em vigor no dia 22 de julho.

As autoridades brasileiras contestam veementemente os fundamentos técnicos da decisão norte-americana. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, o suporte estatal é uma resposta necessária a uma tarifação considerada injusta e ilegal pelo corpo técnico do governo.

Setores impactados e medidas de crédito

Entre os segmentos mais vulneráveis à nova política alfandegária estão os de madeira, máquinas elétricas, mobiliário, cerâmica, calçados e açúcar. Para esses exportadores, o MDIC prevê a abertura de linhas de crédito destinadas a capital de giro e investimentos, além de estratégias para o escoamento da produção para mercados alternativos.

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Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o impacto direto atingirá cerca de 2,4 mil companhias nacionais. Esse grupo representa aproximadamente 18% do volume total exportado para os EUA, movimentando cifras que chegam a US$ 7,4 bilhões anuais.

Estratégia de mercado e reciprocidade

Apesar do cenário adverso, itens de peso na balança comercial, como carnes, café e insumos aeronáuticos, não foram incluídos na lista de sobretaxas. O governo observa, contudo, uma tendência de queda na participação dos EUA no destino das vendas externas brasileiras, reforçando a necessidade de diversificação comercial.

O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que o Brasil poderá acionar a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional. O dispositivo jurídico permite a suspensão de concessões comerciais a nações que adotem políticas unilaterais prejudiciais à competitividade econômica do país.

Contestação técnica sobre o Pix e meio ambiente

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou o movimento de Washington como uma interferência externa descabida. Ele assegurou que as medidas de socorro não comprometerão a estabilidade macroeconômica, visto que o volume de recursos necessários será menor do que em crises tarifárias anteriores.

Um dos pontos mais polêmicos da disputa envolve o Pix. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, refutou a ideia de que o sistema de pagamentos prejudique empresas estrangeiras. Pelo contrário, Galípolo apontou que o mercado de cartões de crédito cresceu 150% desde a implementação da ferramenta.

Por fim, o Ministério do Meio Ambiente rebateu as acusações de aumento no desmatamento ilegal de madeira. O secretário-executivo João Paulo Capobianco ressaltou que a redução de 50% no desmatamento da Amazônia nos últimos anos desqualifica os argumentos ambientais utilizados pelos EUA para justificar o protecionismo.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Valter Campanato/Agência Brasil

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