Aguarde, carregando...

Domingo, 24 de Maio 2026
Comércio brasileiro atinge novo recorde em março, impulsionado pela queda do dólar, revela o IBGE
Economia

Comércio brasileiro atinge novo recorde em março, impulsionado pela queda do dólar, revela o IBGE

O setor registrou crescimento de 0,5% no mês e de 1,8% em 12 meses, marcando a terceira alta consecutiva e o maior patamar histórico, conforme dados do IBGE.

IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O comércio brasileiro registrou um crescimento de 0,5% na passagem de fevereiro para março, impulsionado pela desvalorização do dólar, que favoreceu as vendas de produtos importados. Este desempenho, a terceira alta consecutiva, levou o setor a alcançar o seu maior patamar histórico, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em uma análise comparativa com março do ano anterior, o volume de vendas no comércio apresentou uma expansão de 4%. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor demonstrou um crescimento consistente de 1,8%.

Esses resultados detalhados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, um levantamento crucial divulgado nesta quarta-feira (13) pelo IBGE.

Publicidade

Leia Também:

A variação percentual do comércio nos últimos meses foi a seguinte:

  • Outubro: 0,5%
  • Novembro: 1%
  • Dezembro: -0,3%
  • Janeiro: 0,5%
  • Fevereiro: 0,7%
  • Março: 0,5%

Cristiano Santos, analista responsável pela pesquisa, destacou que o setor tem exibido uma tendência de alta desde outubro de 2025, um movimento que não foi revertido pelo recuo pontual observado em dezembro.

Para mais informações e atualizações, siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp.

Atividades

Entre os oito grupos de atividades pesquisadas pelo IBGE, cinco registraram crescimento na comparação mensal, evidenciando a diversidade do desempenho setorial:

  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 5,7%
  • Combustíveis e lubrificantes: 2,9%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,9%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: 0,7%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,1%
  • Tecidos, vestuário e calçados ficou estável: 0%
  • Móveis e eletrodomésticos: -0,9%
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -1,4%

O especialista do IBGE detalhou que o expressivo crescimento de 5,7% na categoria de equipamentos para escritório, informática e comunicação está diretamente ligado à variação do câmbio. A desvalorização do dólar em relação ao real tornou os produtos importados mais acessíveis, impulsionando as vendas neste segmento.

Em março, a cotação média da moeda norte-americana situou-se em R$ 5,23, valor significativamente inferior aos R$ 5,75 registrados no mesmo período do ano anterior.

Ele explicou ainda que as empresas frequentemente aproveitam a redução do dólar para reabastecer seus estoques e, posteriormente, lançar promoções estratégicas. Março se destacou por essa dinâmica promocional, especialmente em segmentos como o de equipamentos de informática, que possui uma forte correlação com as flutuações cambiais.

Cristiano Santos também apontou que o segmento de combustíveis e lubrificantes registrou um avanço de 2,9%, um desempenho notável considerando o aumento nos preços dos combustíveis, atribuído à guerra no Oriente Médio. "A demanda por esses produtos não diminuiu", afirmou.

Consequentemente, o incremento nos preços resultou em um crescimento de 11,4% nas receitas geradas por essa atividade ao longo do mês.

Supermercados

No entanto, o analista do IBGE ressaltou que a retração de 1,4% observada na categoria de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo – que representa mais da metade do setor comercial – pode ser atribuída principalmente aos efeitos da inflação.

Atacado

Por fim, o comércio varejista ampliado, que abrange atividades de atacado como vendas de veículos, motos, partes e peças, material de construção, e produtos alimentícios, bebidas e fumo, apresentou uma alta de 0,3% entre fevereiro e março. Este segmento também mostrou um crescimento de 0,2% no acumulado dos últimos 12 meses.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Fernando Frazão/Agência Brasil

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Lnove Notícias
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR