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Sexta-feira, 14 de Agosto 2026
Governo inicia processo de reciprocidade contra tarifas dos Estados Unidos
Política

Governo inicia processo de reciprocidade contra tarifas dos Estados Unidos

Análise formal vai verificar se as barreiras comerciais impostas pelos americanos justificam contramedidas previstas na lei brasileira.

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O governo federal iniciou nesta quinta-feira (13) uma apuração formal para determinar se as barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos contra o Brasil motivarão a aplicação da Lei de Reciprocidade.

A iniciativa partiu da Secretaria-Executiva da Camex, que repassou o pleito aos demais membros do comitê de gestão. Paralelamente, o MRE acionará Washington para iniciar conversas diplomáticas.

O Palácio do Planalto destacou em comunicado oficial que buscar o entendimento bilateral demonstra o compromisso do país com a solução negociada de controvérsias internacionais.

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Neste estágio inicial, contudo, nenhuma retaliação comercial foi decretada. Trata-se de uma fase de averiguação para mensurar o impacto real das taxações estrangeiras.

Lei de reciprocidade

Sancionada no ano passado em resposta ao protecionismo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 autoriza o país a suspender concessões comerciais frente a ações unilaterais que prejudiquem a competitividade nacional.

Entre as alternativas previstas estão a taxação de produtos estrangeiros e o corte de isenções, sempre de forma proporcional ao dano econômico sofrido.

O Planalto classificou as cobranças norte-americanas como arbitrárias e reiterou que o governo seguirá firme na defesa dos interesses comerciais do país.

Tarifaço

Em julho, o USTR aplicou uma sobretaxa de 25% a itens como aço, calçados e açúcar brasileiros, após meses de investigação.

A justificativa americana alegou prejuízos a setores locais, seguida por uma nova taxação de 12,5% sob pretextos trabalhistas.

Dados do Mdic apontam que as restrições afetam cerca de US$ 6,6 bilhões em vendas brasileiras para o mercado norte-americano.

Argumentos

O Brasil também recorreu à OMC para questionar a legalidade das barreiras, obtendo aval para consultas formais.

O Executivo brasileiro lembra que a balança comercial bilateral é favorável aos americanos e promete usar o Plano Brasil Soberano para proteger empregos e setores atingidos.

Por fim, a administração federal reforçou que continuará apostando no multilateralismo e na abertura de novos mercados internacionais.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Antonio Cruz/Agência Brasil

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