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Sexta-feira, 14 de Agosto 2026
Taxa de desemprego fica abaixo da média nacional em 11 estados, revela IBGE
Economia

Taxa de desemprego fica abaixo da média nacional em 11 estados, revela IBGE

Fatores como nível de industrialização e escolaridade explicam as divergências regionais no mercado de trabalho brasileiro.

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, na manhã desta sexta-feira (14), os dados da Pnad Contínua do segundo trimestre de 2026, apontando que 11 estados brasileiros registraram taxa de desemprego inferior à média nacional de 5,4%. A evolução da atividade econômica e os níveis regionais de industrialização explicam esse cenário territorial.

Segundo a pesquisa oficial, cinco unidades da federação mantiveram o índice de desocupação abaixo de 3%, lideradas por Santa Catarina, que apresentou o menor indicador do país.

Desempenho dos estados no segundo trimestre

Confira as taxas de desocupação registradas em cada unidade federativa:

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Santa Catarina: 2,1%

Mato Grosso: 2,2%

Espírito Santo: 2,3%

Rondônia: 2,6%

Mato Grosso do Sul: 2,7%

Paraná: 3,1%

Minas Gerais: 3,8%

Goiás: 4,0%

Tocantins: 4,1%

Rio Grande do Sul: 4,2%

Roraima: 5,0%

Média do Brasil: 5,4%

Paraíba: 5,4%

São Paulo: 5,4%

Rio Grande do Norte: 5,6%

Maranhão: 6,0%

Pará: 6,2%

Distrito Federal: 6,5%

Acre: 6,6%

Ceará: 6,6%

Rio de Janeiro: 7,1%

Amazonas: 7,5%

Alagoas: 7,9%

Sergipe: 7,9%

Piauí: 8,3%

Pernambuco: 8,3%

Bahia: 9,1%

Amapá: 9,8%

O analista do levantamento, William Kratochwill, pontua que a estrutura produtiva local e a instrução da população impactam diretamente os resultados. Ele ressalta que os estados do Sul demonstram indicadores mais aquecidos em relação às regiões Norte e Nordeste.

No panorama geral, o índice nacional caiu de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo. Ao todo, 13 localidades reduziram a desocupação, enquanto as demais mantiveram estabilidade.

Unidades da federação com retração na desocupação

Veja onde houve queda no índice durante o período:

Rio Grande do Norte: -1,9 p.p.

Acre e Paraíba: -1,6 p.p.

Tocantins: -1,5 p.p.

Alagoas: -1,3 p.p.

Minas Gerais: -1,2 p.p.

Mato Grosso do Sul: -1,1 p.p.

Goiás e Rondônia: -1,0 p.p.

Maranhão, Espírito Santo e Mato Grosso: -0,9 p.p.

Santa Catarina: -0,6 p.p.

Metodologia aplicada pelo instituto

A amostragem da Pnad Contínua avalia a população com 14 anos ou mais em diversas modalidades de ocupação, incluindo o trabalho autônomo, informal, temporário e com carteira assinada. São visitadas 211 mil residências em todos os estados e no Distrito Federal.

Para ser enquadrado como desocupado no estudo, o cidadão precisa ter procurado emprego ativamente nos 30 dias anteriores à entrevista.

Recuo histórico no desemprego de longa duração

O levantamento apurou que 1,06 milhão de brasileiros estavam buscando oportunidade há dois anos ou mais. Este representa o menor contingente da série histórica iniciada em 2012, apontando uma redução de 15,6% em relação ao segundo trimestre de 2025.

Disparidades de gênero e raça

A taxa de desocupação masculina (4,6%) permaneceu abaixo da média do país, enquanto o indicador para as mulheres (6,4%) ficou acima.

Na divisão por cor ou raça, a desocupação entre pretos (6,9%) e pardos (6,1%) superou a média nacional, enquanto a população branca registrou 4,2%. O grupo formado por pretos e pardos constitui a população negra, segundo o Estatuto da Igualdade Racial.

FONTE/CRÉDITOS: Com edição do Lnove Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Bruno Peres/Agência Brasil

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