O ministro Dias Toffoli, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), foi oficialmente eleito nesta quarta-feira (13) para a posição de ministro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A escolha, realizada pelo plenário do STF, visa preencher uma vaga crucial no órgão responsável pela organização das eleições de outubro, liberada pela renúncia da ministra Cármen Lúcia.
Embora a eleição tenha caráter simbólico, visto que Toffoli já integrava o colegiado como ministro substituto, ela formaliza sua ascensão à cadeira efetiva. A movimentação ocorre em virtude da decisão da ministra Cármen Lúcia de antecipar sua saída do tribunal.
A ministra Cármen Lúcia havia sido sucedida na presidência do TSE por Nunes Marques no dia anterior. Apesar de ter deixado o comando da Corte, ela teria direito a permanecer em sua cadeira efetiva até 3 de junho, data prevista para o término oficial de seu mandato.
No entanto, a ministra optou por comunicar ao Supremo, nesta quarta-feira, a sua decisão de antecipar a saída definitiva do tribunal eleitoral. É importante ressaltar que a aprovação dos nomes dos membros do TSE é uma prerrogativa do STF.
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Composição do TSE
O Tribunal Superior Eleitoral é estruturado com sete ministros titulares. Desses, três vêm do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois são advogados nomeados pelo presidente da República, além de seus respectivos substitutos.
Com a recente mudança, a nova formação de ministros efetivos do TSE passa a ser composta por Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira (STJ), Ricardo Villas Boas Cueva (STJ), Floriano Azevedo Marques (jurista) e Estela Aranha (jurista).
Adicionalmente, as alterações na composição implicam que o ministro Flávio Dino assumirá uma vaga como ministro substituto na Corte Eleitoral.